<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719</id><updated>2011-04-26T14:13:14.513+01:00</updated><title type='text'>Lugares-comuns e frases feitas...</title><subtitle type='html'>"No fundo de nós próprios encontra-se essa força criadora que nos permite produzir aquilo que tem de ser e que não nos deixa descansar, nem repousar, enquanto não o tivermos realizado, de uma maneira ou de outra, fora de nós ou em nós."

Johann Wolfgang von Goethe</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114960654290840407</id><published>2006-06-06T15:53:00.000+01:00</published><updated>2006-06-06T18:34:29.810+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 21 - Comunicação de Crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.textual.com.br/solucoes/solucoes_ger_crises.asp"&gt;Crise é um evento súbito, aflitivo e fora de controle, que ameaça a reputação de uma empresa, a sua lucratividade, o futuro de seu negócio. De natureza variada, gerada inclusive a partir de fatores externos à empresa, pode colocar em risco a integridade física ou moral de funcionários e/ou comunidades e tornar vulneráveis produtos e serviços.&lt;br /&gt;Quando uma empresa enfrenta uma crise, seus executivos são assediados por jornalistas, clientes, políticos, grupos de interesse, funcionários, acionistas, vizinhos, curiosos. Todos preocupados. Todos exigindo respostas. E o grau de pânico, natural numa situação como essa, é inversamente proporcional ao nível de preparação da empresa para o enfrentamento da situação.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perante uma crise (algo que sucede e que não estava previsto / situação desfavorável, não controlada) existem duas formas de reagir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;Marketing político&lt;/strong&gt; (que inclui: manipulação, pseudo-acontecimentos, manobras de diversão, campanha negativa, fuga, queimar o adversário…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;Comunicação de Crise&lt;/strong&gt; - Trata-se de uma comunicação muito estudada e com regras predefinidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira hipótese a &lt;strong&gt;informação é manipulada&lt;/strong&gt;. Alguém tenta transformar a realidade a seu favor. Existem variadas formas de manipular numa situação de crise e, uma delas, pode passar pela argumentação de que existem mais pessoas ou empresas envolvidas. Trata-se de uma manobra de diversão – é criada uma “cortina de fumo”. O objectivo ao envolver mais pessoas é retirar o impacto a uma notícia que seria endereçada a um nome específico.&lt;br /&gt;A segunda hipótese é &lt;strong&gt;assumir o erro&lt;/strong&gt; adoptando uma política de transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pusermos de lado questões éticas a primeira hipótese é a mais razoável e a mais utilizada quando se tratam de questões políticas. Isto porque, a segunda expõe muito o protagonista. Na política é sempre possível negar (a menos que hajam provas).&lt;br /&gt;No entanto, alguns políticos preferem substituir a mentira pelo “marketing da sinceridade”. Um político por regra mente – mas até eles já perceberam que a sinceridade resulta bem junto da opinião pública. Ainda que na maior parte dos casos assumir as culpas não seja sinónimo de acarretar com as consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há situações em que &lt;strong&gt;não é possível negar&lt;/strong&gt;, como por exemplo quando se trata de &lt;strong&gt;empresas de bens de consumo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Numa empresa de bens de consumo negar o problema é ainda pior. Quando está em causa a saúde / o bem-estar das pessoas (água / bebidas, comida, ambiente/ poluição) é aconselhável assumir porque nestes casos o julgamento social é terrível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É um erro estratégico uma empresa de bens de consumo negar uma crise mesmo que até tenha razão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reconhecer&lt;/strong&gt;: À luz das regras de comunicação de crise a empresa deve assumir de imediato e tomar medidas para minorar o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se não é verdade poderá negar&lt;/strong&gt; mas para isso tem de chamar pessoas a testar, a comprovar. “Estamos convencidos que não temos culpa mas vamos colaborar para apurar isso”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Observação:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em situações de crise a comunicação social e a opinião pública colocam-se sempre do lado do consumidor, acusando a empresa. É típico das sociedades a opinião pública estar do lado das vítimas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A crise começa antes da crise:&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.aberje.com.br/novo/monografias/pub_tcc_1.htm"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma crise pode e deve ser preparada previamente. Todas as empresas devem ter o seu manual de crise. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“A preparação de um Plano de Comunicação de Crise assenta em algo que é conhecido e a Crise, por definição, é algo que se desconhece. É possível antecipar alguns elementos relacionados com a Crise e para isso nada melhor do que contratar Consultores que já tenham estado envolvidos em algo semelhante. Mas nada, mesmo nada, substitui a capacidade de reagir, com qualidade, à situação de Crise quando ela deflagra. (...) devemos ser rápidos, devemos dizer tudo, e devemos ser rigorosos. Aqui o objectivo é evitar as especulações, é tomar a iniciativa, é controlar a situação”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Martins&lt;/strong&gt;, Luís Paixão, &lt;em&gt;Shiu…está aqui um jornalista – tretas, meias verdades e completas mentiras acerca da Imagem&lt;/em&gt;, Notícias editorial, 1ª edição, Fevereiro de 2001, Lisboa, p.p. 112, 113, 115)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa crise é necessário uma empresa ter um “rosto”, um único porta-voz. Essa pessoa tem de ser escolhida previamente e deve ser alguém com preparação (&lt;a href="http://www.mediatraining.com.br/"&gt;Media Training&lt;/a&gt;), que saiba falar com a comunicação social e transmita confiança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“A Assessoria de Imagem recomenda a indicação de um único porta-voz para a situação de Crise. Pode ser o porta-voz tradicional, desde que tenha o perfil adequado (e, às vezes, não tem): ser calmo, não reagir em excesso, não ser especulativo. Deve ser humano e sensível, em particular quando possam estar em causa danos pessoais. E deve ter a noção exacta dos limites do seu papel”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Martins&lt;/strong&gt;, Luís Paixão, &lt;em&gt;Shiu…está aqui um jornalista – tretas, meias verdades e completas mentiras acerca da Imagem&lt;/em&gt;, Notícias editorial, 1ª edição, Fevereiro de 2001, Lisboa, p.115)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em certas empresas (multinacionais) são &lt;strong&gt;simuladas crises&lt;/strong&gt; para testar a preparação que a empresa tem se estas ocorrerem - &lt;strong&gt;“Auditorias de prevenção”&lt;/strong&gt; / simulacros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A comunicação / preparação da crise é muito vantajosa para as empresas de relações públicas, que podem, desse modo, prestar os seus serviços contínuamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;As crises como oportunidades:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Só há dois tipos de empresas ou de empresários: os que tiveram um problema e os que vão ter”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Um optimista vê uma oportunidade em cada calamidade; um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; winston Churchill.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/orduna-octavio-comunicacao-em-momentos-de-crise.pdf"&gt;Perante uma crise não se pode ficar de braços cruzados, desistir. É importante saber reagir e tentar dar a volta por cima. Se uma crise é inevitável, mais tarde ou mais cedo, então deve haver uma preparação prévia para a sua chegada. Existem empresas que conseguem reagir de tal maneira perante uma crise que até se renovam. A comunicação de crise incentiva a pensar que uma crise pode ser um mote para a empresa ganhar nova vida, redimensionar-se. Os que vêem nas crises unicamente problemas, se esquecem que também podem ser uma fonte de oportunidades, que infelizmente, só podem surgir nesses momentos difíceis. A exposição pública gratuita a que se vê submetida uma empresa quando está sofrendo uma crise não conseguirá nunca mais.O público estará mais atento que o normal sobre o que aconteça com uma empresa enquanto durem os acontecimentos. Neste sentido, se se gestiona bem uma crise, se tem a oportunidade de atenuar o signo negativo da cobertura mediática e, inclusive, é possível lançar mensagens positivas sobre a empresa, seus produtos e serviços.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/orduna-octavio-comunicacao-em-momentos-de-crise.pdf"&gt;Um clássico exemplo de como aproveitar uma crise foi protagonizado por Johnson &amp;Johnson em Estados Unidos, em 1986. Naquele ano alguém colocou cápsulas envenenadas com cianureto em frascos de Tylenol que já estavam nas lojas. Morreram sete pessoas. A empresa tomou a decisão de recolher todo o produto (com um custo de 300 milhões de dólares), entrou em contato com as famílias das vítimas para oferecer seu apoio e adotou novas medidas de segurança para suas embalagens. Johnson &amp;amp; Johnson transmitiu uma imagem de preocupação pela segurança de seus produtos, de interesse pelas pessoas e de solidez em sua gestão. Isto foi reconhecido pelos meios e pelo público, que continua tendo Tylenol como um dos analgésicos líderes de mercado.&lt;br /&gt;Deve-se pensar que não é por casualidade que uma civilização milenaria como a chinesa tenha composto a palavra crise com dois símbolos que representam "o perigo"e "a oportunidade".&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ignorar o impacto de uma crise é muito grave e pode matar uma empresa (isto agrava-se quando se trata de empresas de domínio social). Não prestar declarações, não falar, não comentar é muito mau. &lt;a href="http://www.aberje.com.br/novo/monografias/pub_tcc_1.htm"&gt;Se uma crise é mal administrada, a credibilidade e reputação da empresa desaparecem rapidamente aos olhos do público&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É necessário saber reagir, tomar medidas e, se possível, contribuir para dar uma nova vitalidade à empresa. &lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/orduna-octavio-comunicacao-em-momentos-de-crise.pdf"&gt;As crises bem gestionadas, podem ser oportunidades para reposicionar uma marca e fortalecê-la.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Um caso de péssima gestão da crise: 11-M&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/06/24/internacional/aznar_uma_gestao_egoista_11_marco.html"&gt;&lt;br /&gt;A forma como o Governo de Aznar lidou com a crise também é alvo de críticas. "É possível afirmar que a atitude do Governo foi exclusivamente motivada por interesses do partido", conclui a comissão parlamentar, lembrando que, mesmo perante "o mais grave atentado terrorista da história de Espanha", nem sequer foi reunido o gabinete de crise. Mais, que foi feita uma "gestão egoísta, centrada na manipulação informativa e no monopólio dos meios de comunicação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comissão parlamentar de inquérito sobre os atentados de 11 de Março de 2004 (11-M), em Madrid, apresentou ontem as suas conclusões aprovadas na véspera. As maiores críticas vão para o Governo de José María Aznar, acusado de não ter valorizado a ameaça islamita antes do atentado que causou a morte a 192 pessoas e de ter passado "informação tendenciosa" sobre o ataque (insistindo na pista da ETA) para preservar as hipóteses de reeleição nas eleições de 14 de Março.&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Links de Interesse:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://urbi.ubi.pt/050607/edicao/279ubi_conferencia_marketing.htm"&gt;Saber gerir o relacionamento com os media&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF156654"&gt;Aznar reafirma ligação entre terroristas e ETA&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114960654290840407?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114960654290840407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114960654290840407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114960654290840407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114960654290840407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/06/aula-n-21-comunicao-de-crise.html' title='Aula nº 21 - Comunicação de Crise'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114960558982850615</id><published>2006-06-06T15:52:00.000+01:00</published><updated>2006-06-11T15:59:22.750+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 20 - Karl Rove: o cérebro de Bush</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="294" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5585/1743/320/wahl_7-21.jpg" width="402" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1207562&amp;idCanal=1353"&gt;Bush há-de agradecer a reeleição a muitos, mas reserva certamente um "obrigado" especial, mais um, a Karl Rove, seu amigo e confidente desde 1993. Foi o conselheiro presidencial quem, ao longo de três anos e meio, desenhou e aplicou a estratégia de mobilização e campanha que acabou por resultar na reeleição com uma votação popular histórica. De caminho, ficou desfeito o mito de que uma grande afluência às urnas beneficiaria sempre o candidato democrata.&lt;br /&gt;A maior das surpresas numa segunda administração Bush seria a partida de Rove - mas isso é, na prática, uma impossibilidade. Rove é mais do que um conselheiro. Para vários biógrafos e comentadores, ele é "o cérebro de Bush".&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mérito de Bush é quase irrelevante. A principal qualidade do candidato é saber rodear-se das pessoas certas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Sobre Karl Rove:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://200.212.93.30/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirArtigo&amp;amp;codigoPublicacao=12534"&gt;&lt;br /&gt;Sempre que lhe perguntam quando começou a obsessão em se tornar um operador da política e do poder, responde com a data do próprio nascimento: 25 de dezembro de 1950. Também acredita já ter nascido republicano. Enquanto os jovens de sua geração protestavam contra a Guerra do Vietnã e experimentavam a vida nos tons dos anos 60, o jovem Karl se interessava por Richard Nixon e pela guerra-fria.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dedicou-se de tal forma à política que nunca chegou a concluir nenhum curso universitário o que faz dele um autodidacta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1207562&amp;idCanal=1353"&gt;Desde 1980, a sua empresa de consultores políticos foi contratada por várias campanhas, a começar pela de George Bush pai. Obteve quase sempre resultados, e elogios a condizer. Um colega, Mark McKinnon, chamou-lhe "o Bobby Fischer da política": "Ele não está só a olhar para o tabuleiro, consegue ver vinte jogadas à frente".&lt;br /&gt;Rove está com George W. Bush desde que este foi candidato a governador do Texas, em Novembro de 1993. Ou seja, é talvez o principal responsável pela construção do "político Bush". Em 1999, acabou por vender a sua firma de consultoria para se colocar em definitivo ao lado do homem que seria controversamente eleito em Novembro de 2000.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://200.212.93.30/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirArtigo&amp;amp;codigoPublicacao=12534"&gt;Enquanto foi chefe de campanha, sempre jogou duro e quem o subestimou se arrependeu. Costumava igualar política a guerra e considerava todo adversário um inimigo a ser abatido.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sombra &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em segundo plano &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eficaz &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Infuente &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Silencioso&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cultiva deliberadamente uma aura de mistério à sua volta &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo o que acontece na Casa Branca tem de alguma forma a sua marca.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Quem está realmente a dirigir a política norte-americana?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rove é actualmente, a figura mais controversa da política americana. É visto por um lado, como um estrategista talentoso e, por outro lado, como um dissimulado capaz de recorrer aos golpes mais baixos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O consultor político de Bush é um exemplo típico de “spin doctor”: a sua discrição é característica de um verdadeiro manipulador que não deseja ver o seu trabalho relacionado. Não existem atribuições directas entre o que tem sido feito e Karl Rove - isto porque, muitas dessas actividades são ilegais ou eticamente reprováveis - &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/07/26/opiniao/justica.html"&gt;ninguém ignora que o estratego das vitórias eleitorais de Bush não é pessoa para se preocupar com escrúpulos. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A avaliação que se faz de um "spin doctor" resulta mais do desempenho do que da catalogação. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É irrefutável que Rove desempenhou/desempenha um papel decisivo na carreira política de Bush, e que as vitórias do mesmo podem ser endereçadas à implacável estratégia política do assessor. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Manobra de Diversão” falhou:&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso "Valerie Plame" correu mal a Karl Rove e, consequentemente, resultou na destruição da linha de argumentação de Bush. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI734495-EI294,00.html"&gt;Wilson viajou para Níger em fevereiro de 2002 em uma missão da CIA para investigar a veracidade de um relatório segundo o qual o país africano tinha vendido urânio ao Iraque para seu uso em armas nucleares.&lt;br /&gt;O ex-embaixador concluiu, após um exaustivo exame, que essas afirmações eram infundadas. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI734495-EI294,00.html"&gt;O nome de Plame vazou poucos dias depois devido a uma revelação que seu marido atribuiu a uma vingança da Casa Branca.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?idCanal=499&amp;id=3651"&gt;Valerie Plame é casada com o diplomata Joseph Wilson, que num artigo de opinião publicado no diário "The New York Times", depois de revelada a identidade da sua mulher, manifestou a convicção de que a fuga de informação foi uma represália da administração Bush por ele ter acusado a Casa Branca de manipular as informações fornecidas pelos serviços secretos sobre as armas de destruição maciça iraquianas para justificar a ofensiva militar contra o Iraque, em 2003.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=3654&amp;amp;idselect=499&amp;idCanal=499&amp;amp;p=0"&gt;O escândalo que agita os EUA ameaça assim virar-se contra a administração republicana, já que Rove é reconhecido como um dos principais obreiros da carreira política e da eleição de Bush como presidente. Obrigado pelo tribunal a revelar as suas fontes, o jornalista da “Time”, Mattew Cooper, não só apontou Rove como primeiro informador como envolveu também no caso outro destacado funcionário da Casa Branca, Lewis Libby, tido como braço direito do vice-presidente Richard Cheney. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bush tinha prometido que despedia o responsável por esta manobra de diversão (o que ele não esperava é que algum dia se suspeitasse sequer quem tinha sido).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?idCanal=499&amp;id=3651"&gt;Qualquer pessoa culpada do crime de revelar o nome de um agente da CIA (Central Intelligence Agency, serviços secretos externos norte-americanos) será despedida da administração Bush, garantiu a 18 de Julho o presidente norte-americano. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando a revista &lt;em&gt;Time&lt;/em&gt; citou o nome de Karl Rove, Bush foi obrigado a demiti-lo formalmente da Casa Branca. &lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=2822"&gt;Com as eleições no horizonte, Bush "livrou-se" de Rove da Casa Branca ao mesmo tempo que o coloca a fazer aquilo para o qual ele é bastante dotado: vencer eleições.&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Afinal:&lt;strong&gt; &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/915_cialeak/page2.shtml"&gt;Quem é quem no caso Valerie Plame?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/915_cialeak/page2.shtml"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Links de Interesse:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1207547&amp;amp;idCanal=1353"&gt;Triunfo total de Bush &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/ed459/newton.htm"&gt;Karl Rove é conhecido como o “príncipe das trevas”. Diz-se que Bush deve sua carreira política (governador do Texas, presidente) à capacidade de Rove em desmontar adversários e adversidades não importando os meios. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114960558982850615?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114960558982850615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114960558982850615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114960558982850615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114960558982850615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/06/aula-n-20-karl-rove-o-crebro-de-bush.html' title='Aula nº 20 - Karl Rove: o cérebro de Bush'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114942138418363957</id><published>2006-06-04T12:36:00.000+01:00</published><updated>2006-06-04T13:12:10.070+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 19 - "Manobras na Casa Branca"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Realizado por Barry Levinson em 1997, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Manobras na Casa Branca&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Wag the Dog&lt;/em&gt;) é um filme satírico protagonizado por conhecidos actores como Dustin Hoffman (Stanley Motss), Robert de Niro (Conrad Brean) e Anne Heche (Winifred Ames). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/docs/seriey3/filmes/04.manobrasNaCasaBranca/amanha.htm"&gt;A menos de duas semanas das eleições presidenciais, eclode um escândalo na Casa Branca: o Presidente dos EUA é acusado por uma adolescente (ainda por cima escuteira.) de "conduta sexual indecorosa", um "fait-divers" que poderá pôr em xeque a sua reeleição, numa altura em que as sondagens lhe dão uma confortável vantagem de 17%...&lt;br /&gt;Para evitar o descalabro, é preciso abafar o caso e manter a opinião pública "distraída" durante onze dias. É então chamado de emergência Conrad Brean (Robert De Niro), um consultor político da confiança do Presidente. A solução encontrada é simples: "fabricar" uma guerra "virtual" a que o chefe de estado americano possa depois pôr cobro, rápida e heroicamente.&lt;br /&gt;Apesar de não ser fácil encontrar um "inimigo", a escolha acaba por recair na aparentemente inofensiva. Albânia. Mas é preciso mais, falta concretizar a ideia, dar-lhe espessura. Por isso, Brean e a conselheira de estado, Winifred Ames (Anne Heche), recrutam Stanley Motss (Dustin Hoffman), um espalhafatoso produtor de Hollywood habituado a pôr em cena grandes espectáculos.&lt;br /&gt;Juntos - e com a preciosa colaboração de uma lenda da música "country" (Willie Nelson) e de um especialista em "marketing" (Dennis Leary) - vão construir uma gigantesca encenação, um logro que a cada passo se torna mais rocambolesco: dos relatos das missões do misterioso (e inexistente) bombardeiro B-3 e das actividades militares suspeitas (e, claro, falsas) de terroristas albaneses às canções e mártires forjados, nada é demasiado inverosímil, porque, acima de tudo, o espectáculo tem de continuar.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A guerra com a Albânia pareceu-lhes ideal para distrair as atenções do escândalo sexual que envolvia o Presidente, até porque, tal como foi dito no filme “recordamos os slogans mas não as guerras”. Trata-se aqui de inventar a realidade, de recorrer a manobras de diversão num jogo que é levado até às últimas consequências.&lt;br /&gt;A dimensão de uma guerra não pode ser comparável à dimensão de um escândalo sexual. Conrad Brean sabia perfeitamente que um acontecimento destes iria distrair as atenções do povo americano em vésperas de eleições. Rapidamente o escândalo sexual saiu das primeiras páginas para dar lugar a notícias da guerra. A estratégia não poderia ser melhor…além do escândalo ter perdido o impacto, o Presidente levava o bónus de poder “restituir a paz” ao país.&lt;br /&gt;Durante todo o filme o Presidente nunca aparece e a única decisão que toma é irrelevante e ridícula: a cor do gato que irá aparecer na manipulação televisiva. Esta subtileza é uma metáfora da sua incapacidade. O Presidente que não passa de uma imagem, de uma figura obediente aos seus “conselheiros de comunicação”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/docs/seriey3/filmes/04.manobrasNaCasaBranca/brincar.htm"&gt;Nem mesmo o Presidente, que é sempre deixado invisível. Não para que o rosto de Bill Clinton (na altura, era ele o “líder do mundo livre” e poucas semanas depois do filme estrear rebentava o caso Monica Lewinski…) se insinue, mas sim para sustentar que o que está aqui em causa é a presidência enquanto cargo e o facto de que, actualmente, a TV é o melhor meio para se vender produtos, sejam eles presidentes ou cervejas…&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo estava a correr bem até ao momento em que a CIA descobriu que tudo não passava de uma manobra política. A guerra tinha acabado documentava um canal de televisão. Era agora necessário criar uma nova estratégia para o plano não ir por água abaixo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/crit_cinefilo_filme.asp?cod=525&amp;amp;codvozcinefalo=67"&gt;A guerra `acaba` antes das eleições e a popularidade do presidente começa a cair, mas logo surge outra idéia de continuar com a farsa : segundo eles, um soldado americano ficou preso nas linhas de batalha da Albânia e o presidente não pretende medir esforços para salvá-lo de lá. Eles apelidam o soldado de Old Shoe ou Sapato Velho e criam em cima dele um verdadeiro marketing político para alavancar os números do presidente. Esse `herói` de guerra, na verdade é um perigoso maníaco sexual, acusado de estuprar uma freira e está preso já faz doze anos e mal conhece a montagem pela qual é submetido. Devido a uma morte banal por causa de sua conduta sexual anormal, o que parecia bom torna-se melhor ainda e ele chega a Nova York morto e é saudado como um digno herói de guerra que morreu defendendo o país.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/docs/seriey3/filmes/04.manobrasNaCasaBranca/brincar.htm"&gt;Sátira política? Obviamente que sim. O filme lança um olhar cáustico sobre as relações entre os media e a política e a forma como os primeiros podem ser manipulados em favor da segunda, moldando assim a bel-prazer a opinião pública. A mensagem é simples (e assustadora): hoje em dia, a fronteira entre facto e ficção é cada vez mais ténue e, tecnologicamente, as possibilidades de “fingimento” são quase intermináveis. Há, de resto, uma sequência de antologia que mais não faz do que realçar isso mesmo — na placidez de um estúdio de cinema, uma actriz agarrada a um pacote de batatas fritas pode ser transportada, digitalmente, para um cenário bélico dantesco e, por momentos, transformar-se numa jovem albanesa em fuga, gatinho branco ao colo, de uma aldeia em chamas…&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conrad Brean é o protótipo “spin doctor”. Ele tem a habilidade inegável de manipular políticos, a imprensa e, acima de tudo, o povo americano. É discreto e leva a sério a sua função – é um “resolvedor” de todos os problemas que possam surgir ao Presidente.&lt;br /&gt;O mesmo já não se pode dizer de Stanley Motss – apesar de todas as advertências que lhe haviam feito, ele queria o reconhecimento do seu trabalho. Mostra-se assim inconformado por o seu esforço ter sido atribuído a dois actores novatos na propaganda de campanha do Presidente e decide contar a verdadeira história, mas isso era impossível, por se tratar do mais puro segredo de Estado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este filme de ficção traz consigo uma inevitável comparação com o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monica_Lewinsky"&gt;caso Clinton-Lewinski &lt;/a&gt;(escândalo Monicagate). No entanto, Levinson confirmou a ausência de um ataque directo à administração Clinton: &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/docs/seriey3/filmes/04.manobrasNaCasaBranca/brincar.htm"&gt;“O filme não tem a ver com Clinton nem com nada de específico na sua administração. É mais sobre os media e a manipulação diária da realidade, o modo como as coisas são fabricadas, o que vai sendo cada vez mais sinistro devido aos avanços tecnológicos. Ver já não é crer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;A manipulação a que assistimos neste filme não é comparável àquela que vimos no filme Boris. Trata-se de uma manipulação grave, premeditada por um spin doctor (neste caso ficcional). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Links de interesse:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/cultura/quarent8/cultura1.htm"&gt;E viva a mentira&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wag-the-dog.com/Photos/index.html"&gt;Wag the Dog – Fotos &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114942138418363957?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114942138418363957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114942138418363957&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114942138418363957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114942138418363957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/06/aula-n-19-manobras-na-casa-branca.html' title='Aula nº 19 - &quot;Manobras na Casa Branca&quot;'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114881022205260428</id><published>2006-05-28T10:50:00.000+01:00</published><updated>2006-05-30T11:53:01.203+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 18 - "Spin Doctors"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://confrontos.no.sapo.pt/index4.html"&gt;As práticas de manipulação são milenares. Estão intrinsecamente ligadas à vontade de domínio. Há manipulação sempre que alguém procura controlar o conhecimento de outro tendo em vista condicionar ou alterar o seu comportamento. As formas de manipulação ligadas ao poder político são as mais conhecidas, mas não são as únicas existentes. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A apresentação de uma parte da realidade – aquela que interessa – pressupõe já uma comunicação manipulada por alguém para servir determinado interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a sofisticação do conceito de manipulação traz-lhe um sentido distinto do que foi referido anteriormente: &lt;strong&gt;manipulação como invenção, fabricação de factos que na realidade não aconteceram.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Este tipo de manipulação, em geral, aplica-se a questões de maior gravidade, ou seja, quanto mais ambiciosa e difícil for a situação a resolver mais necessidade existe de recorrer a este tipo de manipulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Spin” significa desviar a trajectória.&lt;/strong&gt; Levar a opinião pública para um caminho para o qual ela não iria se não existisse uma intervenção. A opinião pública é influenciada através de informações favoravelmente manipuladas que visam a vitória de determinado candidato em época de eleições.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.luispaixaomartins.net/apontamentos03spiningles.htm"&gt;Como sabemos que, nos dias correm, não há ingenuidade quando se trata de promover a imagem dos governos, parece que a ilusão da transparência é a nova táctica para recredibilizar os “spin doctors”, baixar as defesas dos jornalistas e da opinião pública e conseguir um “spin” mais perfeito, uma encenação mais convincente. Ao negarem o seu próprio papel, os assessores mediáticos e os homens por trás do marketing político lançam-se à conquista do terreno estratégico que têm vindo a perder. Ou seja: criando a ilusão de que pouco interferem na informação e na imagem do governo, os mediadores da comunicação governamental reforçam a eficácia das suas técnicas, pois convencem o público de que o que parece, é. Mas no fundo, como dizia Nick Assinder, o discurso do “no spin” é apenas “another bit of spin from the kings of spin”.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os “spin doctors” têm características secretas e na maioria dos casos ninguém assume esta actividade desregulamentada - obviamente por se tratar de um ‘trabalho sujo’ baseado em vigarices que não podem ser apregoadas publicamente porque, além de tudo, são condenáveis. Não se trata já de um assessor de imprensa mas sim de alguém que sem olhar a meios serve o seu cliente utilizando, se necessário, os golpes mais baixos. Um “spin doctor” não deixa impressões digitais directas e não contacta com a comunicação social. “Homem do pormenor e especialista em golpes baixos, é um pioneiro das novas tecnologias”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(revista Visão de 13 de Novembro de 2003)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Assim, o termo consultor de tecnologia política (inserido na área das Relações Públicas) é um eufemismo para manipulador, para “spin doctor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Características de um Spin Doctor:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Discreto&lt;br /&gt;- Lugar que ocupam na hierarquia é irrelevante&lt;br /&gt;- A actividade não é regulamentada e a sua existência pode até ser negada&lt;br /&gt;- Tem de ter relação com o poder&lt;br /&gt;- Transparência não existe (utilizam campanha negra sempre que possível)&lt;br /&gt;- Comunicação Social tem de ser dominada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os dez mandamentos do “spin doctor”:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Haver um só maestro (centralizar a informação)&lt;br /&gt;- Jogar bem (não tolerar fífias)&lt;br /&gt;- A mensagem, nada mais que a mensagem&lt;br /&gt;- Alimentar os meios de comunicação a tempo e horas&lt;br /&gt;- Guardar os bons pedaços (cachas, fugas) para os amigos&lt;br /&gt;- Martelar a informação&lt;br /&gt;- Tomar constantemente o pulso à opinião pública&lt;br /&gt;- Testar e medir cada decisão (grupos de controlo&lt;br /&gt;- Roubar ao adversário os melhores argumentos&lt;br /&gt;- Enfeitar, ameaçar, por vezes bater&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Mandamentos retirados da revista Visão de 13 de Novembro de 2003)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exemplos de manipulação:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://confrontos.no.sapo.pt/index4.html"&gt;Os meses que precederam a ocupação do Iraque, em 19 de Março de 2003, assistiu-se a uma campanha de manipulação da informação a nível mundial.&lt;br /&gt;As principais agências de comunicação social divulgavam informações provenientes das mais diversas fontes e origens todas num único sentido: sustentarem a tese dos EUA de que a o ditador do Iraque possui armas de destruição maciça.&lt;br /&gt;Em vários países, como Portugal, muitos jornalistas e especialistas em questões militares apoiaram activamente esta campanha preparando a opinião pública para aceitar a inevitabilidade de uma intervenção no Iraque, a fim de acabar com os arsenais e a produção das alegadas armas de destruição maciça.&lt;br /&gt;Um ano depois da ocupação, os governos dos EUA e da Grã-Bretanha reconheciam que estas armas não existiam e que haviam enganado a opinião pública. Acusaram na altura os seus serviços de espionagem de lhes terem fornecido de informações forjadas. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://confrontos.no.sapo.pt/index4.html"&gt;&lt;strong&gt;Objectivo da manipulação&lt;/strong&gt;: o controlo das enormes reservas de petróleo existentes no Iraque.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.com/noticias.php?noticia=1596"&gt;Segundo o jornalista brasileiro, o nível de manipulação da informação pelos meios de comunicação dos EUA continua firme. O grau de manipulação da imprensa dos Estados Unidos relativamente à invasão militar no Iraque «é e foi muito elevado», frisa. «Houve alguns veículos [de comunicação social] que tentaram furar esse comportamento, mas o patriotismo depois do 11 de Setembro, até em função do grau de manipulação que existiu, era tão intenso e tão grande, que os que tentaram criticar essa manipulação ou fazer um jornalismo mais sério, mostrando os factos ao invés de só reproduzir os `releases´ oficiais da Casa Branca, `deram com os burros na água´. Ninguém lhes deu atenção e chegaram mesmo a tachá-los de antipatriotas, de estarem contra o país, de ajudarem os terroristas», recorda o autor. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://confrontos.no.sapo.pt/index4.html"&gt;Logo após o atentado de Madrid de 11 de Março de 2004, o governo espanhol procurou deliberadamente manipular a comunicação social, veiculando informações no sentido de fazer crer à população que a ETA era a autora do atentado ( A ETA é uma organização fundada em finais dos anos 50 do século XX e que luta pela Independência do país Basco (Euskadia). O próprio primeiro-ministro da altura (José Maria Aznar) pressionou directamente directores de jornais para veicularem uma informação que sabia ser falsa.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://confrontos.no.sapo.pt/index4.html"&gt;&lt;strong&gt;Objectivo da manipulação&lt;/strong&gt;: vencer uma disputada eleitoral&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em período eleitoral, os candidatos «vendem-se» aos seus eleitores sob a forma de pastilhas televisivas que substituem as tradicionais profissões de fé.&lt;br /&gt;(…) exércitos de peritos em comunicação de massas põem ao serviço dos candidatos as técnicas mais sofisticadas do marketing publicitário a fim de lhes construir, como a qualquer sabonete, uma «imagem de marca».&lt;br /&gt;Rodeado de «conselheiros de comunicação» muito hábeis, Richard Nixon gastou, em 1968, mais de 20 milhões de dólares em publicidade televisiva com o único objectivo de assegurar que o seu avanço de quinze pontos em relação ao seu rival democrata Hubert Humphrey não baixasse mais do que 1%. E conseguiu-o.&lt;br /&gt;Desde que, em 1989, o regime democrático se universalizou, os conselheiros americanos em marketing político, considerados os melhores do mundo, são recrutados por candidatos de todos os sectores em eleições por todo o planeta. Assim, constata Serge Halimi, «os quatro principais “consultores” das duas campanhas presidenciais vitoriosas de William Clinton – o trio de 1992 (James Carville, Goerges Stephanopoulos e Stanley Greenberg) e o solo de 1996 (Richard Morris) -, mas também o conselheiro de vários parlamentares republicanos, Arthur Finkelstein, universalizaram as suas operações.” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Ramonet&lt;/strong&gt;, Ignacio, &lt;em&gt;Propagandas Silenciosas - massas, televisão, cinema&lt;/em&gt;, Campo das Letras, 1ª edição, Março de 2001, p.p. 74/ 75)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Link de Interesse:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/1014/1/hsantos_KellyAffair.pdf"&gt;Caso Kelly: Um dossier apimentado ou uma notícia exagerada?&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114881022205260428?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114881022205260428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114881022205260428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114881022205260428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114881022205260428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-18-spin-doctors.html' title='Aula nº 18 - &quot;Spin Doctors&quot;'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114880978995587048</id><published>2006-05-28T10:45:00.000+01:00</published><updated>2006-06-03T17:21:37.346+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 17 -  "Spinning Boris"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Realizado por Roger Spottiswoode em 2003 e com um elenco onde se encontram notáveis actores como &lt;a href="http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/personalidades/atores/jeff-goldblum/jeff-goldblum01.jpg"&gt;Jeff Goldblum &lt;/a&gt;(George Gorton), &lt;a href="http://www.kino.de/pix/MBBILDER/MITWIRK/U0438341.JPG"&gt;Liev Schreiber &lt;/a&gt;(Joe Shumate) e &lt;a href="http://www.tvsquad.com/images/2005/12/lapaglia.jpg"&gt;Anthony LaPaglia &lt;/a&gt;(Dick Dresner), &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Spinnig Boris&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; traz toda a verdade de um segredo que marcou a Rússia para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em factos verídicos, o filme retracta a história de três consultores políticos americanos que foram contratados secretamente por uma elite da Rússia para convencer o povo a pôr fim ao comunismo através da reeleição de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boris_Yeltsin"&gt;Boris Iéltsin &lt;/a&gt;a 16 de Junho de 1996.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes factos vieram a público numa história publicada pela revista &lt;em&gt;Time &lt;/em&gt;após Iéltsin ter sido eleito. O artigo intitulava-se: "&lt;em&gt;Yanks to the Rescue; The secret story of how american advisers helped Yeltsin win”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="337" alt="" src="http://img.timeinc.net/time/magazine/archive/covers/1996/1101960715_400.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Resumo do filme:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 109 dias das eleições parecia quase impossível a vitória de Iéltsin, que se encontrava apenas com uma percentagem de 6% a seu favor face aos 31% do líder comunista Gennady Zyuganov.&lt;br /&gt;Os consultores George Gorton, Dick Dresner e Joe Shumate puseram em prática as suas estratégias que acabaram por resultar na primeira eleição democrática da história daquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noblat.estadao.com.br/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirArtigo&amp;amp;codigoPublicacao=7816"&gt;Começaram a enxugar os longos, glaciais discursos de Yeltsin, que chegavam a durar três, quatro horas. Tiraram o homem do gabinete e o fizeram plantar árvores e beijar criancinhas. O eleitorado russo começou a derreter. A 96 dias da eleição, Yeltsin esquentou para 9%, enquanto Zyuganov esfriava para 28%. O candidato imperial e distante começou a adotar um tom familiar. Faixas, com um Yeltsin cada vez mais sorridente, garantiam que o voto dos russos nele seria "para o bem de seus filhos". O inacreditável acontecia: o presidente aparecia dançando ao ar livre num parque em Moscou, com a elegância de um pato gordo, balançando os braços num show de rock. A 76 dias do pleito, Yeltsin atingiu os dois dígitos: 12% contra 24% de Yuganov. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta é apenas uma demonstração de que os consultores têm quase sempre que colmatar a imagem dos políticos para que trabalham. Neste caso, a imagem carrancuda de Iéltsin teve de ser substituída por um ar mais afável e um sorriso sempre presente. Só assim ele poderia começar a conquistar a simpatia das pessoas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para porem em prática as estratégias de marketing político os consultores recorreram à utilização de &lt;strong&gt;sondagens&lt;/strong&gt; (sabendo as opiniões das pessoas poderiam posteriormente alterá-las) e &lt;strong&gt;focus group &lt;/strong&gt;(segundo a reacção de um grupo de individuos eram escolhidas as imagens do Presidente que iriam ser veiculadas junto do resto da população). Entre outras coisas, tentaram também, junto dos camponeses, descobrir as necessidades do povo rural, utilizaram cartazes para divulgação e ocuparam espaço televisivo com um apoiante de Iéltsin. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aconselharam inclusivamente ao recurso a &lt;strong&gt;soundbites&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;manipulação&lt;/strong&gt; e mesmo &lt;strong&gt;campanha negativa&lt;/strong&gt;. As campanhas negativas e os anúncios na televisão ajudariam bastante a melhorar a posição de Iéltsin mas a filha do mesmo, inicialmente, negou a utilização destas estratégias. Só restava então serem os próprios consultores a influenciar o presidente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.dvdpt.com/b/boris.php"&gt;O meu nome é George Gorton... estou a ligar de "Moscovo. A razão do meu telefonema é que eu posso desaparecer ou ser morto hoje. Nestes caso, quero que a polícia saiba o que se passou..."&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sem poderem ser descobertos e sem conhecerem bem as circunstâncias em que se encontravam e o jogo em que aceitaram entrar, os consultores ponderaram regressar aos EUA quando surgiu o rumor de que eles estariam a trabalhar para Iéltsin. Este facto iria pôr em causa o orgulho nacional (seria um escândalo americanos terem ajudado um candidato russo a ganhar as eleições) e colocar a vida de Gorton, Shumate e Dresner em risco. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas os consultores decidiram ficar e esperar pelos resultados...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A estratégia foi um sucesso...e o candidato venceu por 35.2 %. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Schwarzenegger Governador da Califórinia:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gorton, um dos consultores políticos de Iéltsin, é conhecido também como um estrategista, responsável pela &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/10/031008_arnoldlmp.shtml"&gt;campanha política bem-sucedida de Schwarzenegger&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/08/030811_schwarzeneggermv.shtml"&gt;O ator Arnold Schwarzenegger contratou uma equipe de experientes assessores para auxiliá-lo na disputa eleitoral pelo cargo de governador da Califórnia.&lt;br /&gt;O grupo inclui George Gorton, Richard Dresner e Joe Shumate, uma equipe conhecida e respeitada nos círculos políticos dos Estados Unidos.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Link de&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; interesse:&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/asp141020039.htm"&gt;Schwarznegger Governador&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/asp141020039.htm"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114880978995587048?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114880978995587048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114880978995587048&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114880978995587048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114880978995587048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-17-spinning-boris.html' title='Aula nº 17 -  &quot;Spinning Boris&quot;'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114880778627657897</id><published>2006-05-28T10:09:00.000+01:00</published><updated>2006-05-28T10:40:30.986+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 16 - Luís Paixão Martins no ISLA - Gaia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A palestra de Luís Paixão Martins, no passado dia 31 de Março esteve enquadrada no âmbito da cadeira de Estratégias da Comunicação leccionada pelo professor João Paulo Meneses.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luís Paixão Martins é director-geral da &lt;a href="http://www.lpmcom.pt/main.php"&gt;LPM Comunicação&lt;/a&gt;, empresa que fundou em 1986 como a primeira agência de marketing institucional em Portugal. Ele e as suas equipas trabalharam em projectos de comunicação e relações públicas de grande projecção, como Lisboa Capital da Cultura, Expo’98, Census 2001, lançamento do Centro Colombo, abertura da Casa da Música, campanha eleitoral de José Sócrates às legislativas de 2005 e campanha eleitoral de Cavaco Silva às presidenciais de 2006. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paixão Martins confessa-nos que ao longo destes anos a empresa alcançou uma dinâmica e uma dimensão que ele próprio não esperava.&lt;br /&gt;Antes de ser consultor de comunicação e relações públicas, fez carreira na comunicação social como animador de rádio, jornalista e editor.&lt;br /&gt;É autor de dois livros sobre assessoria mediática, &lt;em&gt;As Armas dos Jornalistas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Shiu…está aqui um jornalista&lt;/em&gt;, e do prefácio à edição portuguesa de &lt;em&gt;A Queda da Publicidade e a Ascensão das Relações Públicas,&lt;/em&gt; de Al e Laura Ries, que também traduziu. É também o responsável pelo prefácio do livro &lt;em&gt;Propaganda&lt;/em&gt; de Edward L. Bernays.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.luispaixaomartins.net/images/luis_paixao_martins0.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Luís Paixão Martins aceitou vir ao ISLA com a condição de que seriam os alunos a expor as dúvidas e a formular as questões a que ele responderia. O início da palestra funcionou como uma espécie de contextualização aos assuntos que posteriormente iriam ser abordados e, Luís Paixão Martins considerou que era essencial falar um pouco do livro &lt;em&gt;Propaganda&lt;/em&gt; e do autor do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mareantes.com/mareantes_019.htm"&gt;Propaganda é um livro controverso sobre como os vários poderes – governantes, grandes empresas, grupos de interesses, etc. – procuram controlar a opinião pública.Publicado pela primeira vez em 1928, Propaganda é, de facto, o primeiro manual de referência sobre a comunicação de massas. Merece tal designação pois é uma exaustiva apresentação de métodos e práticas de como moldar e controlar a acção e o pensamento do público no domínio da política, dos negócios, da arte, da educação e da ciência.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Considerado como “The father of the spin” Bernays desenvolve a teoria de que se a nossa sociedade não tivesse comunicação seria um caos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Algumas perguntas feitas a Luís Paixão Martins: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O que faz um consultor de comunicação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, define uma &lt;strong&gt;estratégia&lt;/strong&gt;. As campanhas eleitorais em Portugal são muito definidas e previamente organizadas ao milímetro (muito diferentes das campanhas eleitorais de Cabo Verde, por exemplo). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Uma campanha eleitoral é uma campanha de comunicação&lt;/strong&gt;. Durante a mesma é preciso compreender muito bem o que se está a passar junto dos eleitores (através de sondagens, focus groups, etc). É por isso essencial que os consultores externos conduzam os políticos a um trabalho mais profissional.&lt;br /&gt;As decisões são tomadas mais em função de estudos de opinião do que em função da campanha política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário também definir uma &lt;strong&gt;estratégia de conteúdos&lt;/strong&gt; (outdoors / painéis / folhetos / imagem / tempos de antena). Isto inclui também os soundbites e as intervenções dos próprios políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por último, define-se a própria campanha&lt;/strong&gt;. Segundo Luís Paixão Martins são os directores das tv’s que acabam por definir os comportamentos dos políticos. “As campanhas são muito mediáticas, muito televisivas e são os directores das tv’s que acabam por definir os comportamentos dos candidatos da campanha”.&lt;br /&gt;Aqui, os consultores têm o papel de formatar a campanha eleitoral em função das capacidades de transmissão televisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agência responsável pela comunicação e marketing político das candidaturas de José Sócrates e Cavaco Silva foi também a LPM.&lt;br /&gt;Segundo o consultor de comunicação, Sócrates e Cavaco só ganhariam as eleições se saíssem das respectivas margens políticas – “As eleições ganham-se alargando a base eleitoral. A campanha serve, não para motivar o eleitorado garantido, mas sim os indecisos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O director da LPM distingue as relações que Sócrates e Cavaco têm com a comunicação social: “Sócrates tem um chip mediático na cabeça”. Conhece os jornalistas e é inclusivamente amigo de alguns. Pelo contrário, Cavaco Silva nunca teve uma boa relação com os media – “É uma espécie de acossado. Precisa de grande estímulo dos consultores para ter uma repercussão mediática”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente à questão da mentira ou omissão como resposta a um jornalista, Luís Paixão Martins defende que, o facto de estarmos numa sociedade da imagem não significa que as palavras tenham perdido o valor. Por isso, considera que é importante acertar naquilo que se diz para não serem criados mal entendidos.&lt;br /&gt;Refere também que ninguém na sua empresa mente aos jornalistas porque isso envolveria, mais tarde ou mais cedo, a descredibilização da própria empresa. Não descarta, no entanto, a omissão como forma de resposta e aceita que manipular e influenciar podem ser sinónimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um rumor deve ser desmentido ou ignorado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apoiado na opinião de Bernays, Luís Paixão Martins defende que qualquer rumor falso deve ser ignorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o consultor vivemos hoje num mundo tablóide – “Nós hoje não temos uma visão do mundo muito larga”. Os planos de TV são cada vez mais fechados e por isso é possível mostrar-se apenas aquilo que interessa. Isto é manipulação porque a realidade não é mostrada integralmente. Escolhe-se apenas a parte da realidade que interessa, ou seja, o que vai de encontro com a obtenção de determinado objectivo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Quanto menos visível for o marketing, mais eficiente é&lt;/strong&gt;. Isto porque o interesse não é criar protagonismo à empresa, mas sim aos clientes que a procuram.&lt;br /&gt;“Quando trabalhamos bem somos desejados pelos nossos clientes e valorizados pelos concorrentes do produto” remata Paixão Martins. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Links de Interesse:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.luispaixaomartins.net/recortes03mediabooks.htm"&gt;Schiu... está aqui um profissional de marketing: Entrevista publicada no site da Mediabooks &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/183127.html"&gt;Segredos da Campanha Eleitoral &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114880778627657897?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114880778627657897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114880778627657897&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114880778627657897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114880778627657897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-16-lus-paixo-martins-no-isla.html' title='Aula nº 16 - Luís Paixão Martins no ISLA - Gaia'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114880528710186639</id><published>2006-05-28T09:33:00.000+01:00</published><updated>2006-05-28T10:08:20.623+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 15 - Campanha Negativa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Numa campanha negativa o candidato não se limita apenas a reforçar as suas qualidades, mas também se empenha a dizer mal do adversário.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Características de Campanha Negativa:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As campanhas negativas são ainda uma &lt;strong&gt;novidade em Portugal&lt;/strong&gt;, o mesmo não se pode dizer relativamente ao Brasil e aos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acusações (implícitas ou explícitas), insinuações, comparações, criação ou aparecimento de rumores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cartazes e publicidade dirigida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Insultos e dialéctica violenta (uma das armas da campanha negativa muito utilizada no Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de campanha negativa só fideliza os votos das pessoas que já são desse partido, a não ser que se denuncie uma situação em concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas eleições legislativas &lt;strong&gt;assistimos em Portugal, pela primeira vez, a uma campanha negativa.&lt;/strong&gt; Tivemos uma campanha eleitoral - promovida pelo &lt;strong&gt;PPD-PSD&lt;/strong&gt; de Pedro Santana Lopes - marcadamente negativa e destrutiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5585/1743/320/campanha1.jpg" border="0" /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5585/1743/320/campanha2.jpg" border="0" /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5585/1743/320/campanha4.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5585/1743/320/campanha3.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://ruadajudiaria.blogspot.com/2005/02/campanha-eleitoral-vista-9133-km-de_04.html"&gt;(...) como jornalista a viver há 10 anos nos EUA e a acompanhar diariamente a realidade política americana, admito que fiquei bastante surpreendido com a crescente americanização da política portuguesa. O mimetismo é inescapável. Não estou aqui a falar do formato civilizado – a expressão não é minha – do debate, mas da forma como a campanha propriamente dita está a ser gerida. Os rumores e boatos, os ataques pessoais feitos por interposta pessoa, enfim toda a “campanha negativa”, são marcas inequívocas de uma importação do que de pior se faz na política americana. Exagero? Acredito que não. O próprio Pedro Santana Lopes admitiu isso mesmo ontem à noite durante o debate quando confrontado directamente por Sócrates em relação ao célebre cartaz da JSD: “As campanhas em que se fala dos adversários são hábito em todas as democracias, nomeadamente, na americana”, respondeu o ainda primeiro-ministro. Mas esta admissão é apenas a ponta do véu. Sócrates tem razão num ponto – nunca se assistira em Portugal a uma campanha de ataque sistemático ao adversário, onde mais de metade do esforço de propaganda do partido do governo faz referência directa às posições da oposição em vez de veicular as suas próprias ideias.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O rumor da homossexualidade de José Sócrates jogou-se na opinião pública, principalmente na comunicação social. Os media deram ao rumor um prestígio que na verdade ele não tinha e este foi utilizado como tema principal durante a campanha. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ruadajudiaria.blogspot.com/2005/02/campanha-eleitoral-vista-9133-km-de_04.html"&gt;É verdade que sempre existiram boatos e rumores na política eleitoral portuguesa. Mas é também verdade que estes nunca tinham sido utilizados de forma tão deliberada e sistemática pela máquina de um partido.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Devem ou não os rumores serem desmentidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deve-se tentar passar despercebido e tentar que o rumor morra sozinho. O melhor é desprezar o rumor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há quem diga que a melhor defesa é o ataque. Joe Napolitan defende que um político deve sempre responder e tentar defender-se de um rumor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«si tu candidato está ganando con tranquilidad, y tú estás seguro de que el plan de tu campaña está bien deseñado que puede compensar las acusaciones del adversario (…) entonces quizá, quizá, puedas salir airoso ignorando a tu adversario. Pero yo aconsejo que no lo hagas» &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(in &lt;strong&gt;Salgado&lt;/strong&gt;, Lurdes Martin, &lt;em&gt;Marketing Político: Arte y Ciencia de la Persuasion en democracia&lt;/em&gt;», Paidós, Barcelona, 2002, pag. 236)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Links de Interesse: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=37115"&gt;Sócrates 5, Santana 3&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://blog.litux.org/2005/02/07/politica-portuguesa-a-1800km-de-distancia-i"&gt;Portugal a 1800 Km de distância&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114880528710186639?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114880528710186639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114880528710186639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114880528710186639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114880528710186639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-15-campanha-negativa.html' title='Aula nº 15 - Campanha Negativa'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114823911236068650</id><published>2006-05-21T20:02:00.000+01:00</published><updated>2006-05-30T09:34:58.373+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 14 - Marketing Político e Marketing Eleitoral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Há quem diferencie &lt;a href="http://www.umacoisaeoutra.com.br/marketing/mktpol.htm"&gt;marketing político&lt;/a&gt; de marketing eleitoral: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Marketing%20politico.htm"&gt;&lt;br /&gt;O marketing político está relacionado com a formação da imagem a longo prazo. É utilizado por pessoas e políticos que desejam projetar-se publicamente.&lt;br /&gt;Já o marketing eleitoral é de curto prazo. As estratégias e as táticas de comunicação são montadas em cima de um ambiente vivo, já existente, em andamento e não de um ambiente criado. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, uma campanha tem de ser permanente para ser eficaz. Actualmente, são raros os casos em que os últimos dias das eleições são determinantes para o partido que ganha. Por isso, o comportamento do político enquanto se encontra no poder é decisivo.&lt;br /&gt;Antes de ganhar as eleições o político já está em campanha, demore o tempo que demorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O conceito de “campanha permanente” é recente. Basicamente, traduz a ideia de que as campanhas de comunicação política não terminam com a vitória nas eleições. Alcançado o poder, o partido necessita, para manter-se nele, de utilizar as mesmas técnicas de comunicação e de criação de imagem que utilizou durante o período de confronto eleitoral”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Loureiro&lt;/strong&gt;, Vítor Manuel Gonçalves, Nos bastidores do jogo político. O poder dos assessores, Edições MinervaCoimbra, 1ª edição, Dezembro de 2005, p. 161)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.centroatl.pt/titulos/si/marketing_politico_na_internet.html"&gt;&lt;br /&gt;"Marketing político é: saber informar e comunicar com o eleitor, é saber orientar e direccionar as ideias do partido/candidato/governo em função das necessidades que se detectam, é definir claramente quem é o público a que se está a servir (o segmento de mercado) e potenciar relações duradouras com esse público alvo. E tem no marketing eleitoral a sua faceta mais popularmente conhecida, o que muitas vezes leva a que sejam tidos como iguais.&lt;br /&gt;Em termos governamentais, o marketing político é o ajustar as medidas às necessidades da Nação, aos anseios dos cidadãos, no sentido de os servir sempre melhor. É aproximar o governo dos governados. Afinal o governo tem como patrão o povo."&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&amp;CpContentId=247254"&gt;&lt;br /&gt;“Nunca como hoje a política pura e dura se teve de confrontar com artes comunicacionais, fórmulas publicitárias e dispositivos de marketing tão apurados. Os espíritos mais clássicos desconfiam de todas estas técnicas de raiz comercial, por as considerarem supérfluas e enganadoras, repletas de manhas e truques para que não foram formados. Mas os actores da nova política, treinados por especialistas, spin doctors e consultores de imagem, vêem no marketing político um admirável mundo novo de oportunidades de sucesso instantâneo, daquelas a que os media e o povo aderem alegremente. São boas notícias para os comunicadores natos e os bons estrategos, mas também o são para os que fazem do populismo a sua arma, desvirtuando a boa política.”&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro áreas fundamentais do marketing político:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Estudos de Opinião&lt;/strong&gt; (sejam sondagens, focus group…) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/brotas-antonio-sondagem-jornalismo-politico.pdf"&gt;Sondagem&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; – Os media tornaram-se grandes utilizadores de sondagens de opinião. Além das escolhas partidárias e da medida da satisfação que os governos e homens políticos colhem junto da opinião, os media costumam também promover e publicar sondagens acerca de comportamentos e questões controversas. As sondagens têm sempre uma margem relativa de erro e a sua interpretação exige o conhecimento exacto das condições em que foram realizadas para não se tirarem ilações indevidas dos seus resultados. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Rodrigues&lt;/strong&gt;, Adriano Duarte, &lt;em&gt;Dicionário Breve  da Informação e da Comunicação&lt;/em&gt;, Editorial Presença, 1ª edição, Lisboa, 2000, p. 113)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Actualmente, as sondagens são um dos instrumentos utilizados pelos políticos para, em cada momento, avaliarem ou perceberem o estado da opinião pública face a um determinado acontecimento, pessoa, decisão ou medida". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Loureiro&lt;/strong&gt;, Vitor Manuel Gonçalves, &lt;em&gt;Nos bastidores do jogo político. O poder dos assessores&lt;/em&gt;, Edições MinervaCoimbra, 1ª edição, Dezembro de 2005, p. 161)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.paulofreire.org/lusofona/focus_group_alberto.htm"&gt;&lt;strong&gt;Focus Group&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; (grupos focalizados) – Junta-se um conjunto de pessoas, escolhidas sociologicamente, numa sala. Trata-se de uma amostra representativa da população. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2. Publicidade /Propaganda/merchandising&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O cartaz e o outdoor, enquanto instrumentos de comunicação de massas, tornaram-se, ao longo dos tempos, grandes potenciadores da mensagem política. Páginas na Internet e os blogs dos políticos são também fundamentais para difundir as ideias de cada partido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As canetas, t shirts e porta-chaves com o logotipo do partido ou a cara do político são também utilizados para incentivar o eleitorado ao voto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;3. Marketing directo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os partidos escolhem como alvo principal os abstencionistas e os indecisos. Através de comícios, arruadas e últimas promessas, os líderes tentam conquistar mais alguns votos. Em época de eleições os políticos saem para a rua para terem contacto directo com os eleitores e as caravanas de automóveis passeiam pelas cidades a divulgar o respectivo partido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;4. Relações Públicas / Assessoria de Imprensa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entrevistas, declarações programadas, reacções (reagir a tempo) – ocupação do espaço mediático. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte manipuladora do Soundbite:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frase curta e citável que os outros repetem e que tem repercussões, a concentração de uma ideia numa frase-chave – todos os políticos gostariam de formular um soundbite na sua comunicação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/tvzine/critica.asp?id=1454"&gt;&lt;br /&gt;Neste tempo de campanha eleitoral, a linguagem política ganha nova urgência e chama a atenção para os "sound bites" na rádio e TV, as frases dos políticos extraídas duma declaração que passam a representar nos "media" o conjunto do discurso proferido. As frases são escolhidas pelos jornalistas, mas muitas são construídas pelos políticos ou autores dos seus discursos para se imporem naturalmente aos jornalistas como aqueles índices de destaque para as suas notícias, televisivas ou não.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/tvzine/critica.asp?id=1454"&gt;Nem sempre as escolhidas são as que mais agradam aos políticos, mas os jornalistas têm o poder editorial de escolher o que acham mais interessante para o público. Se não escolhem mais vezes as frases que os políticos prefeririam, é também porque estes não as souberam fazer de forma a seduzir, antes do público, os próprios "media".&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos de soundbites:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;“To be or not to be”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.luispaixaomartins.net/arquivo03shakespeare.htm"&gt;Mas sabemos, porque o tempo o tem demonstrado, que frases mais curtas, ideias mais simples, sinais mais claros resistem melhor à passagem do tempo.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.luispaixaomartins.net/arquivo03shakespeare.htm"&gt;Shakespeare, como um bom escritor de mensagens políticas do nosso tempo, apostou na materialidade das palavras, num murro no estômago do ouvinte ou espectadores. Numa ligação impossível de separar entre o pensamento que quer veicular e a forma como ele é verbalizado.”&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Delenda est Carthago"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/tvzine/critica.asp?id=1454"&gt;&lt;br /&gt;Catão, o Antigo, patrício e político romano, foi encarregado no ano de 175 a.C. de uma missão a Cartago; a metrópole impressionou-o pela riqueza, que poderia ameaçar o predomínio de Roma no Mediterrâneo. A partir daí e durante dezenas de anos, Catão terminava todos os seus discursos no Senado - fosse qual fosse o tema - com a expressão "Coeterum censeo Carthaginem esse delendam": "E julgo, além disso, que Cartago deve ser destruída." A frase passou à história na versão reduzida de "Destruamos Cartago!" Catão viveu os anos suficientes para assistir ao início da Terceira Guerra Púnica (149-146 a.C.), que terminou quando as forças romanas arrasaram Cartago. "Delenda est Carthago": uma frase, um meme, uma palavra de ordem, um "slogan", um "sound bite" de um homem só no Senado de Roma - e Cartago foi destruída.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Falam falam falam falam falam falam falam falam falam falam pá, e não os vejo a fazer nada pá, fico chateado, concerteza que fico chateado pá" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 163px; TEXT-ALIGN: center" height="252" alt="" src="http://www.otemplario.pt/imagens/conteudos/GATO%20FEDORENTO.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanta gente a disputar o espaço mediático, que os poucos que o conquistam também usufruem de pouquíssimo tempo (15 segundos no máximo) – ou eles desperdiçam ou aproveitam este tempo. Ser eficaz é quando o político consegue transmitir a sua mensagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Las exigencias del medio televisivo, en efecto, han impuesto un estilo «espectacular» también a la política, consistente en imágenes y discursos rápidos y de efecto" &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Cavazza&lt;/strong&gt;, Nicoletta, &lt;em&gt;Comunicación y Persuasión&lt;/em&gt;, Acento Editorial, 1999, Madrid, p. 58)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Y los spots, así como los discursos pronunciados en ocasiones oficiales por los políticos, estan cada vez más basados en eslóganes, fáciles de entender, memorizar y recordar" &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Cavazza&lt;/strong&gt;, Nicoletta, &lt;em&gt;Comunicación y Persuasión&lt;/em&gt;, Acento Editorial, 1999, p. 59)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O marketing político ocupa-se de tudo o que diz respeito à imagem exterior do político&lt;/strong&gt;. A reputação, os valores, a forma como se veste, a forma como mexe as mãos. Trata-se de uma arma muito forte que pode fazer o político ganhar as eleições, mas que não o pode manter se este tiver mais defeitos do que qualidades. &lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/silva-fabio-marketing-politico-imagem.pdf"&gt;"O sucesso de um político, na sociedade contemporânea depende diretamente da visibilidade pública e repercussão positiva de sua imagem no cenário público. Na prática do marketing político, toda e qualquer mensagem precisa ser meticulosamente planejada, isso se estende também ao discurso desde as palavras utilizadas, como a tonalidade destas, a gesticulação e expressão facial do candidato".&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Poder político e comunicação estão, cada vez mais, nos tempos que correm, indissoluvelmente associados, por via da força efectiva da opinião pública e do interminável aperfeiçoamento tecnológico no campo dos meios de difusão mediáticos. A esta realidade acrescem outras forças, todas associadas ao fenómeno da conquista e manutenção do poder, como é o caso do aperfeiçoamento das técnicas do marketing eleitoral e da utilização destes novos meios com a finalidade de fazer passar uma determinada imagem que facilite o fenómeno de identificação entre um candidato ou grupo político, e os eleitores” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Santos&lt;/strong&gt;, Margarida Ruas dos, &lt;em&gt;Marketing Político&lt;/em&gt;, edições CETOP, 1996, p. 137)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Um dos factores que joga a favor do poder político, é o facto de ser difícil ao homem comum conhecer em profundidade a verdadeira personalidade e as reais intenções do líder político. A distância e o isolamento face ao público, por um lado, e o peso de que se revestem a autoridade e a importância do cargo, por outro, tornam impossível uma avaliação aprofundada que vá além das aparências. O poder faz reverter a seu favor esta impossibilidade, ocultando as verdadeiras intenções e agindo de acordo com necessidades e conveniências políticas. Importante é que o seu detentor aparente virtudes e qualidades geralmente aceites como positivas e adequadas, e que toda a acção política vise criar prestígio e boa reputação.” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Santos&lt;/strong&gt;, Margarida Ruas dos, &lt;em&gt;Marketing Político&lt;/em&gt;, edições CETOP, 1996, p. 140)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Link de Interesse:&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.cne.pt/_x.cfm?sec=10010000&amp;letra=P&amp;amp;Tabela10010000bID=111"&gt;&lt;br /&gt;Propaganda (em eleição ou referendo)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/01/17/opiniao/o_senhor_sound_bite.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor 'sound bite'&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114823911236068650?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114823911236068650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114823911236068650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114823911236068650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114823911236068650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-14-marketing-poltico-e.html' title='Aula nº 14 - Marketing Político e Marketing Eleitoral'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114823806886281710</id><published>2006-05-21T19:59:00.000+01:00</published><updated>2006-05-30T09:31:19.463+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 13 - Manipulação da Informação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Manipulação:&lt;/strong&gt; Processo de dissimulação que consiste em enganar, fazendo crer em factos que não existem ou em opiniões contrárias àquelas que se professam efectivamente. A manipulação é uma das formas de coacção e de limitação da liberdade que joga com a dimensão cognitiva e afectiva da informação e tanto pode existir em regime políticos autoritários como democráticos. Os processos de manipulação tanto podem ter origem na propaganda política e nas estratégias publicitárias como na informação mediática. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Rodrigues&lt;/strong&gt;, Adriano Duarte, &lt;em&gt;Dicionário Breve da Informação e  da Comunicação&lt;/em&gt;, Editorial Presença, 1ª edição, Lisboa, 2000, p. 83)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas nem sempre manipular é o mesmo que enganar&lt;/strong&gt;. Existem casos mais soft em que manipulação pressupõe apenas mexer, alterar algo.&lt;br /&gt;Quando existe um objectivo existe também uma estratégia que exclui aquilo que não interessa ou não convém. A informação é seleccionada tendo em conta a satisfação dos interesses de cada um. Por esta razão devemos partir do pressuposto que quase toda a informação que chega ao jornalista é &lt;strong&gt;construída, fabricada, manipulada&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Ao referir-se ao relacionamento entre os políticos e os jornalistas, Soares foca, uma vez mais, a sua experiência pessoal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ (…) não me isento de culpas no relacionamento com a imprensa. A autocrítica que faço é que, algumas vezes, como quase todos os políticos, não resisti à tentação de instrumentalizar a imprensa (…) Estava numa luta difícil, de vida ou de morte política. Foram empregues contra mim, muitas vezes, armas de grande eficácia e eu, evidentemente, procurava defender-me a atacar, utilizando o mesmo tipo de armas. Em momentos difíceis, fiz fogo com o material que tinha à mão. Nesse sentido, não me isento de culpas, que as tenho e grandes, em matéria de relacionamento com a comunicação social”. &lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Serrano&lt;/strong&gt;, Estrela, &lt;em&gt;As Presidências Abertas de Mário Soares – as estratégias e o aparelho de comunicação do Presidente da República&lt;/em&gt;, Colecção Comunicação, Edições MinervaCoimbra,1ª edição, Março de 2002, p. 109)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para os protagonistas se afirmarem na comunicação social necessitam de uma boa estratégia de comunicação que, directa ou indirectamente, visa sempre a ocupação do espaço mediático. Só que este &lt;strong&gt;espaço mediático é limitado e finito&lt;/strong&gt;. Existe sempre concorrência e há sempre protagonistas que querem ocupar este&lt;strong&gt; espaço disputado por muitos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;O espaço mediático é uma guerra, uma luta em que ganha quem tiver melhores argumentos. Mas alguém tem sempre de ficar de fora…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que fazer para conseguir que o espaço mediático seja preenchido por mim e não por outros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Dar valor mediático às iniciativas&lt;br /&gt;- Prender a atenção dos jornalistas, que não se limitam a recolher iniciativas com valor mediático já que estas também são inúmeras e o espaço não chega para todas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=300VOZ009"&gt;Para contornar, ou ‘controlar’, os media – por definição independentes e poderosos nas democracias ocidentais, onde são o primeiro sinal da liberdade – o poder político cria estruturas e adopta condutas que, por um lado visam minorar os efeitos negativos sobre si exercidos pelo papel fiscalizador da comunicação social e, por outro, fazer passar nos diversos meios, as mensagens que lhe interessa enviar à opinião pública. Os recursos e as técnicas usados pelos governos ao serviço da sua imagem são cada vez mais sofisticados, acompanhando a evolução permanente das conquistas tecnológicas ou das ciências sociais e do ‘marketing’ político.&lt;br /&gt;Trata-se de tentar influenciar a comunicação social na divulgação dos temas que convém aos governos ver noticiados e conforme o ângulo que lhes interessa. Por exemplo: ocupar os jornalistas com material ‘informativo’ capaz de os manter afastados da atenção a questões importantes, mas delicadas para o governo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um protagonista não quer que os jornalistas noticiem aquilo que eles querem noticiar recorrem às &lt;strong&gt;manobras de diversão&lt;/strong&gt; definidas como uma forma de desviar a atenção dos jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos definir manobras de diversão como a &lt;strong&gt;criação de factos alternativos para diminuir o impacto de notícias negativas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas para se concretizarem estas manobras de diversão torna-se fundamental que os protagonistas saibam antecipadamente as notícias negativas que irão ser divulgadas. Só assim é que é possível desviar a atenção para uma outra notícia.&lt;br /&gt;Estas manobras de diversão funcionam como uma espécie de “cortina de fumo” que nos obriga a olhar para outro lado. Como o protagonista não consegue controlar o espaço mediático tanta manipulá-lo com recurso a estas manobras de diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pseudo-acontecimentos&lt;/strong&gt; baseiam-se numa (falsa) realidade criada por alguém que tem nisso interesse. Trata-se de algo artificial que se destina a captar a atenção.&lt;br /&gt;Os pseudo-acontecimentos são o grau máximo de sofisticação que os protagonistas têm para que os jornalistas lhes prestem atenção.&lt;br /&gt;Há uma realidade construída (os factos são inventados, não são reais) em função de criar notícias positivas com valor mediático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: Sondagens de opinião – podem ser criadas espontaneamente e constituem notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boorstin introduziu o conceito de pseudo-acontecimento para definir várias situações desenvolvidas por jornalistas, políticos e relações públicas para criar um evento que, em condições normais, não se produziria. Trata-se de um acontecimento que não é espontâneo, mas que surge porque alguém o planeou, ou encorajou, para que fosse noticiado.&lt;br /&gt;A sua relação com a realidade é ambígua, e em muitos casos serve para dar um estatuto de «real» ao que é fictício”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Santos&lt;/strong&gt;, José Rodrigues dos, &lt;em&gt;Comunicação&lt;/em&gt;, Prefácio, Outubro de 2001, p. 105)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“No último meio século, uma crescente proporção da nossa experiência, do que lemos, vemos e ouvimos, provém de pseudo-acontecimentos, queixou-se Boorstin” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Santos&lt;/strong&gt;, José Rodrigues dos, &lt;em&gt;Comunicação&lt;/em&gt;, Prefácio, Outubro de 2001, p. 106)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exemplo de Pseudo-Acontcimento: As Presidências Abertas de Mário Soares&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“A Presidência Aberta é um “pseudo-acontecimento”, no sentido em que Boorstin definiu esse conceito. Com efeito, a Presidência Aberta não é um acontecimento espontâneo. Surge porque foi planeada. Foi criada para ser coberta pelos media, como Soares repetidamente afirmou. O seu sucesso mede-se pela amplitude da sua cobertura e pela capacidade de fazer passar os enquadramentos desejados. Soares considerava, aliás, a presença dos órgãos de comunicação social componente essencial da iniciativa. (…) Ora, a Presidência-Aberta é um acontecimento intencional. Constituiu uma tentativa de criar um acontecimento para dar visibilidade ao Presidente que queria ser notícia (para informar o público de que estava pessoalmente preocupado com a vida das populações e com os seus problemas, dado que não tinha poderes para resolver esses problemas)”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Serrano&lt;/strong&gt;, Estrela, &lt;em&gt;As Presidências Abertas de Mário Soares – as estratégias e o aparelho de comunicação do Presidente da República&lt;/em&gt;, Colecção Comunicação, Edições MinervaCoimbra,1ª edição, Março de 2002, p. 130, 131) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“ (…) Soares atribuía aos jornalistas uma função de “guardas” do regime democrático com o dever de informarem os cidadãos e vigiarem o regime. Contudo, Soares não confiava muito no profissionalismo e na independência dos jornalistas. Na prática, utilizando as suas capacidades de comunicador, via os media noticiosos como instrumentos úteis à sua estratégia, criando, frequentemente, ocasiões para intervir publicamente através de declarações e actos que lhe proporcionassem apoio público e uma imagem positiva. A sua estratégia centrava-se, essencialmente, na criação de situações mediáticas e de “pseudo-acontecimentos”, para atrair os media noticiosos e, através deles, divulgar as suas mensagens”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Serrano&lt;/strong&gt;, Estrela, &lt;em&gt;As Presidências Abertas de Mário Soares – as estratégias e o aparelho de comunicação do Presidente da República&lt;/em&gt;, Colecção Comunicação, Edições MinervaCoimbra,1ª edição, Março de 2002, p. 116, 117)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quase que os jornalistas são tornados reféns da notícia que alguém pretenda que seja transmitida. Isto porque existem muitas formas dum protagonista conseguir que os jornalistas publiquem.&lt;br /&gt;O que é publicado faz muitas vezes parte de um processo complexo em que o jornalista funciona meramente como mediador. O jornalista acaba por colaborar na estratégia quando é empurrado para publicar uma notícia que não tem valor ou mesmo que ele não gostaria de publicar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114823806886281710?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114823806886281710/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114823806886281710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114823806886281710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114823806886281710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-13-manipulao-da-informao.html' title='Aula nº 13 - Manipulação da Informação'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114822526593652391</id><published>2006-05-21T16:26:00.000+01:00</published><updated>2006-05-21T18:17:58.976+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 12 - Avaliação intermédia dos blogues</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- &lt;a href="http://estrategias.blogsome.com/2006/01/22/aula-12/"&gt;Avaliação intermédia com carácter indicativo &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos presentes foram elucidados relativamente à qualidade do trabalho que têm vindo a realizar nos respecivos blogues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta avaliação não teve por objectivo a atribuição de uma nota final. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://estrategias.blogsome.com/2006/01/30/resultados-do-inquerito-realizado-na-ultima-aula/"&gt;Preenchimento de um questionário anónimo pelos alunos, para avaliação das metodologias da cadeira&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114822526593652391?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114822526593652391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114822526593652391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114822526593652391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114822526593652391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-12-avaliao-intermdia-dos.html' title='Aula nº 12 - Avaliação intermédia dos blogues'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-114822453183031963</id><published>2006-05-21T16:08:00.000+01:00</published><updated>2006-05-25T17:44:50.843+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 11 - A inevitabilidade da mentira e a ética na assessoria de imprensa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As estratégias de comunicação são cada vez mais complexas, mais planejadas e subtis. Isto faz com que os assessores de imprensa tenham muitas vezes a tendência para tentar enganar os jornalistas em prol do favorecimento do seu cliente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O facto das relações públicas serem uma actividade desregulamentada incide directamente nesta problemática: o código que diz respeito à actividade não prevê sanções e, desta forma, ainda que não seja cumprido ninguém é penalizado por isso.&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.apecom.pt/public/Sections.asp?section_id=19"&gt;Código de Ética&lt;/a&gt; existente na &lt;a href="http://www.apecom.pt/"&gt;APECOM&lt;/a&gt; apesar de bem intencionado é ao mesmo tempo inútil pelo facto de cada um impor os limites a si próprio. Se os limites forem ultrapassados a impunidade predomina porque também não existe nenhuma forma de controlo nem nenhum local específico onde apresentar uma queixa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Código de Estocolmo afigura-se como uma espécie de bíblia para as Relações Públicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, as Relações Públicas caracterizam-se por uma &lt;strong&gt;contratação precária&lt;/strong&gt; (a contratação a recibos verdes, não permite a passagem para o quadro da função pública) e por &lt;strong&gt;relações de confiança pessoal&lt;/strong&gt; extremamente importantes no contexto político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Mais do que razões de natureza política ou partidária, mais do que a possibilidade de estar na esfera do poder ou as condições monetárias, foram sobretudo lógicas de confiança e admiração pessoal que estiveram na base da decisão dos assessores aceitarem o lugar.&lt;br /&gt;Essa relação manteve-se ao longo de todo o exercício e teve, como consequência, que no momento em que o político foi afastado do governo, na maior parte dos casos, o assessor também se desvinculou do lugar. Isto significa que, na relação entre o assessor de imprensa e determinado político, a dimensão pessoal assumiu enorme importância: os assessores manifestaram sobretudo uma fidelidade ao político, à personalidade a quem prestavam directamente assessoria, só depois ao executivo no seu conjunto e, por último, ao partido que sustentou o governo no Parlamento”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Loureiro&lt;/strong&gt;, Vítor Manuel Gonçalves, &lt;em&gt;Nos bastidores do jogo político. O poder dos assessores, &lt;/em&gt;Edições MinervaCoimbra, 1ª edição, Dezembro de 2005, p. 183)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Estas duas condições em conjunto levam, mais tarde ou mais cedo à &lt;strong&gt;inevitabilidade da mentira&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;na assessoria de imprensa&lt;/strong&gt;. Isto porque: se os assessores mentirem não lhes acontece nada, mas em contrapartida, se não mentirem são despedidos. Verifica-se assim que, a maior parte das vezes a confiança pessoal suplanta-se à competência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Estamos, de novo, perante o problema da relação dos assessores, enquanto fontes de informação, com os jornalistas. Essa relação não funciona só num sentido, dos assessores para os jornalistas, mas também em sentido inverso. Algumas vezes os jornalistas procuram ter acesso a outras informações ou confirmar dados que dispõem provenientes de outras fontes e que, em alguns casos, podem pôr em causa a imagem do político ou não lhes ser favoráveis se forem divulgados. Nestas situações, cabe aos assessores impedir que essa informação seja conhecida ou suavizar a forma como é exposta ao público. “Ele acreditava que os três princípios do seu trabalho eram dizer a verdade, dar às pessoas uma janela para a Casa Branca e proteger o presidente, mas o último imperativo, muitas vezes, tornava difícil cumprir os dois primeiros”. Howard Kurtz, expõe desta maneira um dos dilemas que o porta-voz do Presidente dos Estados Unidos da América, Bill Clinton enfrentava no exercício das suas funções nomeadamente na sua relação com os jornalistas” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Loureiro&lt;/strong&gt;, Vítor Manuel Gonçalves, &lt;em&gt;Nos bastidores do jogo político. O poder dos assessores&lt;/em&gt;, Edições MinervaCoimbra, 1ª edição, Dezembro de 2005, p. 147)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Duas conclusões retiradas por Vítor Gonçalves acerca de assessoria de imprensa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mente aos jornalistas? NÃO&lt;br /&gt;Sabe se os seus colegas costumam mentir aos jornalistas? SIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega-se portanto à conclusão de que não existem condições para não mentir quando é preciso.&lt;br /&gt;A mentira na assessoria de imprensa poderá resolver um problema a curto-prazo mas não deixa de ser perigosa porque, mais tarde ou mais cedo, pode ser descoberta e nestes casos as consequências podem ser ainda mais desastrosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como detectar a mentira:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1ª Fase:&lt;/strong&gt; A mentira começa logo quando o assessor manda dizer que não está (“Não estou”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2ª Fase:&lt;/strong&gt; Não responde (“Amanhã ligo”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fase Final:&lt;/strong&gt; Confrontado com a mentira nega (“Isso é mentira”)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mentira poderá não ser sistemática, mas é inevitável em determinadas ocasiões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verifica-se na maior parte dos casos, que quanto mais desagradável é a notícia mais incompatibilidade de interesses existe. A função do assessor de imprensa é diminuir o número de notícias negativas relacionadas com o seu cliente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Podemos dividir os assessores de imprensa em dois tipos: os assessores mentirosos (não no sentido de mentira sistemática mas sim quando esta for mesmo inevitável) e os assessores que omitem.&lt;br /&gt;A omissão é para alguns, uma forma de mentir e para outros uma forma de serem mais honestos (substituem um “sim” ou um “não” por um “não sei”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Omissão: Mentira ou quase-verdade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aqui as opiniões dividem-se. Há quem considere a omissão como mentira e há quem a considere uma quase-verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não servindo ainda para que o jornalista use essa informação, o assessor pode dar a entender que este tocou num ponto que poderá ser verdadeiro e por isso cabe ao jornalista investigar, arranjar novas fontes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fundamental que os jornalistas percebam o perigo dos assessores "amigos". O assessor de imprensa quando contacta um jornalista está a fechar um plano de comunicação delineado para a obtenção de determinado objectivo.&lt;br /&gt;Não se trata de um contacto amigo ou inocente, já que o mesmo envolve sempre determinado objectivo ou necessidade.&lt;br /&gt;Assim, é fundamental a consciencialização, por parte dos jornalistas, de que existem actividades que se destinam a manipula-los (ex. assessoria de imprensa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação que é dada pela assessoria de imprensa ao jornalista tem de ter valor-notícia. Deste modo, a estratégia é dissimulada pelo assessor de imprensa para enganar o jornalista.&lt;br /&gt;Torna-se assim fundamental que os jornalistas adoptem uma atitude crítica e independente, mantendo a desconfiança como forma de cautela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfiar não significa recusar, significa que o jornalista deve ter a consciência que existem quase sempre &lt;strong&gt;interesses divergentes&lt;/strong&gt;. É nestes casos, que o assessor mente ou omite. Isto não significa, porém que não surjam situações em que os interesses possam coincidir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-114822453183031963?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/114822453183031963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=114822453183031963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114822453183031963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/114822453183031963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/05/aula-n-11-inevitabilidade-da-mentira-e.html' title='Aula nº 11 - A inevitabilidade da mentira e a ética na assessoria de imprensa'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113751873536946890</id><published>2006-01-17T17:20:00.000Z</published><updated>2006-05-21T16:06:16.950+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 10 - Assessoria de Imprensa sob o ponto de vista de Rafael Alves Rocha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia 9 de Janeiro de 2006 decorreu uma palestra no ISLA/ Gaia acerca de Assessoria de Imprensa. Esse evento foi organizado por duas alunas do 4º ano de Comunicação empresarial, Joana Sousa e Zélia Oliveira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael Alves Rocha, Director de Comunicação e Imagem da &lt;a href="http://www.anje.pt/2005/default.asp"&gt;Associação Nacional de Jovens Empresários&lt;/a&gt; (ANJE) foi convidado para presidir a palestra e dar o seu ponto de vista acerca da actividade de assessor de imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 79px; TEXT-ALIGN: center" height="148" alt="" src="http://www.center.pt/fotosctr/link_2111.gif" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Licenciado em Comunicação Social pela Universidade do Minho, Rafael Rocha, diz que há 8/10 anos atrás não existiam cadeiras especializadas na área de assessoria de imprensa. Por isso, só a experiência profissional lhe permitiu compreender a actividade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O assessor da ANJE considera que hoje as universidades preparam melhor os alunos nessa área e que já existe um reconhecimento social da profissão “Há alguns anos atrás a actividade era vista de uma forma eticamente incorrecta”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael Rocha afirma que actualmente existe maior profissionalização e que um assessor de imprensa é um gestor de informação, uma fonte para o jornalista. Deixa, no entanto, clara a ideia que considera as Relações Públicas e a Assessoria de Imprensa disciplinas distintas. As Relações Públicas e a Assessoria de Imprensa não são disciplinas distintas – a Assessoria de Imprensa é uma forma de fazer Relações Públicas. E ambas são técnicas de Marketing.&lt;br /&gt;Acrescenta ainda que no mundo global e competitivo do mercado existe a necessidade de comunicar cada vez melhor para dar a conhecer ao público a imagem da empresa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;a href="http://www.portugalfashion.com/"&gt;Portugal Fashion &lt;/a&gt;– projecto da ANJE com maior visibilidade - foi referido e serviu de exemplo durante toda a palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 371px; TEXT-ALIGN: center" height="429" alt="" src="http://www.anje.pt/autarquias/media%5Cpfnacional.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff9900;"&gt;&lt;a href="http://www.portugalfashion.com/index.php?pag=info"&gt;Informação Portugal Fashion&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Alves Rocha deu alguns exemplos acerca do que cabe fazer a um assessor de imprensa sublinhando a ideia de que a classe jornalística é o “público-alvo”:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Comunicados de imprensa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Seleccionar quais os jornalistas a convidar e confirmar a presença dos mesmos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Preparar o material para distribuir aos jornalistas, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O assessor da ANJE afirmou que o “amiguismo” deixou de ser o factor empregador de Assessores de Imprensa reforçando ao mesmo tempo a ideia de que estes não manipulam, não fazem lóbi e fazem chegar sempre a informação aos jornalistas com a maior transparência possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A manipulação existe e a prova disso é a inevitabilidade da mentira na assessoria de imprensa. Um assessor de imprensa não tem condições para não mentir quando é necessário – se não mentir está a ir contra os interesses do “patrão” e consequentemente é despedido. Isto não significa, no entanto, que a mentira seja algo sistemático.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O lobismo – exercer influência em favor de determinados interesses privados – é facilmente praticado. Arrisco a dizer que é praticado sempre que necessário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo que os jornalistas seleccionam dos imensos comunicados de imprensa que recebem apenas aqueles que interessam, torna-se importante que um press release seja construído de modo a despertar o interesse do jornalista – a forma como se escreve, aquilo que se destaca de determinada informação, tudo isto é importante e deve ser conjugado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O clipping é muito importante nesta área, já que possibilita o acesso a todas as notícias que saem acerca de determinado projecto. Posteriormente, é feita pela empresa em questão, uma análise qualitativa do dossier de imprensa. Hoje não importa apenas a quantidade de informações que saíram nos media importa muito mais a qualidade. Ainda que só tenha existido 1% de notícias negativas é isto que é necessário estudar para resolver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rafael Rocha defende que um assessor de imprensa não deve fazer distinções entre os meios de comunicação e que devem ser mantidas relações a médio / longo prazo para não manchar a imagem no mercado de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E se no início da conferência o assessor de imprensa da ANJE afirmava veementemente que os assessores de imprensa não manipulavam, confrontado com opiniões divergentes, admitiu que ninguém é imparcial mas que a intenção é uma relação de transparência e veracidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Vou contar-vos a história dos passarinhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Defronte da minha casa de aldeia passam uns cabos dos telefones. Em grande parte do ano, quando o clima é mais ameno, um desses cabos é residência de dezenas de passarinhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles entretêm-se por ali, sossegados, horas a fio, praticamente sem se mexerem. De repente, sem que nos apercebamos de qualquer ruído ou de algum movimento, os passarinhos - todos os passarinhos, sem excepção - levantam voo num ápice e partem à procura de outro poiso, algures no horizonte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um destes dias, certamente numa ocasião de bucólico abandono, dei comigo a pensar que este comportamento dos passarinhos pode ser interpretado como uma parábola à pratica dos media. E que quem conseguir fazer com que os passarinhos, perdão os media, levantem voo na sua direcção é um bom assessor mediático. (...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comunicar com jornalistas é algo arriscado. Por isso, a primeira preocupação de um assessor mediático deve ser a de diminuir os riscos de cada acção. Mas, não comunicar com jornalistas é suicida. É deixar que sejam os outros (os adversários, os concorrentes) a definirem o nosso território de imagem. Por isso, a Assessoria de Imagem não pode viver sem a mediatização. O problema é que dificilmente podemos contar com ela. No fundo, no fundo, o que nós gostaríamos é que os passarinhos estivessem sempre pousados no cabo telefónico defronte da nossa casa. Mas...há muitos outros cabos telefónicos no horizonte. É a vida". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;strong&gt;Martins&lt;/strong&gt;, Luís Paixão, &lt;em&gt;Schiu...Está aqui um jornalista&lt;/em&gt;, Notícias Editorial, 1ª edição, Lisboa, 2001, p.p. 143, 144, 171)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.luispaixaomartins.net/arquivo03passarinhos.htm"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Dos passarinhos à assessoria mediática&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; (texto integral)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113751873536946890?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113751873536946890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113751873536946890&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113751873536946890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113751873536946890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/01/aula-n-10-assessoria-de-imprensa-sob-o_17.html' title='Aula nº 10 - Assessoria de Imprensa sob o ponto de vista de Rafael Alves Rocha'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113751721768334570</id><published>2006-01-17T17:00:00.001Z</published><updated>2006-01-21T18:36:06.983Z</updated><title type='text'>Aula nº 9 - Assessoria de imprensa VS Jornalismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cada vez mais o assessor de imprensa é parte integrante da estratégia de comunicação e não apenas o seu difusor. É inocente a visão de que este apenas transmite a mensagem e não está envolvido na estratégia. Apesar de não ser responsável pela tomada de decisões e pela elaboração de objectivos (estas funções cabem ao dono da mensagem) o assessor de imprensa relaciona-se com tudo de uma forma cada vez mais comprometida.&lt;br /&gt;Indiscutível é também a importância do jornalismo para dar credibilidade à mensagem de relações públicas.&lt;br /&gt;O jornalismo é o campo de recrutamento preferencial para a assessoria de imprensa, isto porque o jornalista sabe como apresentar a informação para que esta seja notícia; sabe o que querem e o que pensam os jornalistas. No entanto, as actividades de  assessoria de imprensa e  jornalismo não podem ser exercidas simultaneamente. Existe um problema de incompatibilidade. Há um problema ético quando estas duas funções são conjugadas num curto espaço de tempo – esta situação pode conduzir a uma perda de isenção, ou mesmo à concorrência desleal.&lt;br /&gt;No &lt;strong&gt;artigo 1º do Estatuto do Jornalista&lt;/strong&gt; está presente que o jornalista não pode exercer ao mesmo tempo outra profissão – a acumulação não é permitida: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 - O exercício da profissão de jornalista é incompatível com o desempenho de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Funções remuneradas de marketing, relações públicas, assessoria de imprensa e consultoria em comunicação ou imagem, bem como de orientação e execução de estratégias comerciais; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=492&amp;idselect=427&amp;amp;idCanal=427&amp;p=426"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=492&amp;amp;idselect=427&amp;idCanal=427&amp;amp;p=426"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os jornalistas são, em geral, muito críticos relativamente aos seus pares que interrompem a profissão para exercerem funções de assessoria de imprensa. De facto, ser assessor de imprensa de uma personalidade ou instituição política, pressupõe um contrato, explícito ou implícito, entre assessor e assessorado, baseado em afinidades pessoais e políticas, que obriga o assessor a um dever de lealdade para com o assessorado.Ora, o contrato do jornalista é com os cidadãos e a sociedade, que esperam receber dele informação rigorosa e independente sobre o que acontece no mundo. Em troca da independência a que está obrigado, o jornalista é credor de confiança, credibilidade e autoridade, as quais lhe conferem uma legitimidade e um estatuto que o colocam acima de quaisquer interesses e inclinações, sejam eles de natureza pessoal ou política, respeitem a instituições públicas ou privadas.&lt;br /&gt;A expectativa do público relativamente ao jornalista, é, assim, diferente da expectativa face a um político ou um assessor. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devia haver um período de tempo exigido pela lei para que um assessor voltasse a exercer a função de jornalista. Grande parte dos órgãos de comunicação possui um tempo de quarentena estipulado para estes casos, no entanto, por questões éticas, cada jornalista deve estabelecer o seu próprio período de afastamento da actividade (período de quarentena é opcional).&lt;br /&gt;Acima dos direitos do jornalista evocam-se os direitos de cidadania e nada impede a mobilidade do profissional, apenas a acumulação.&lt;br /&gt;O lugar de assessor pressupõe muitas vezes confiança pessoal. O assessor depende diariamente da confiança do político o que torna a actividade muito precária – o actual assessor pode ser substituído a qualquer altura, baste que para isso se quebre esta confiança - isto coloca o assessor nas mãos do político. A precariedade é também outro factor que condiciona a actividade de assessor – são feitos contratos a recibos verdes.&lt;br /&gt;O assessor de imprensa tem de fazer o que lhe é mandado, ainda que não coincida com aquilo que pensa, pois se não o fizer é despedido. O assessor está na mão do patrão.&lt;br /&gt;No caso das empresas a situação é diferente. O empresário pode contratar a longo prazo e os assessores podem integrar os quadros. Não há o problema da precariedade – há uma garantia de trabalho.&lt;br /&gt;A maior parte das empresas contrata em outsourcing (contratação externa de serviços) assessores de imprensa que trabalham em empresas de relações públicas - é muito mais vantajoso economicamente. A política não pode contratar em outsourcing, é obrigada a contratar individualmente.&lt;br /&gt;Muitas vezes os interesses dos assessores não coincidem com os interesses dos jornalistas – são raras as vezes que o dono da mensagem e o jornalista partilham o mesmo objectivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Existem três formas do protagonista convencer o jornalista: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; O protagonista cria factos que são realmente notícia, ou seja, que têm valor mediático.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; A estratégia passa por criar determinadas situações que obrigam os jornalistas a não ignorar – a mensagem é forte e obriga o jornalista a aderir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;Pela via financeira – corrupção. Há formas de seduzir os jornalistas: através de prendas, viagens, pagar para obter resultados directos – isto é corrupção, é crime. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.esta.ipt.pt/cs/encontro/not7.htm"&gt;&lt;br /&gt;O jornalista é alguém que faz o contra-poder, o assessor é alguém que auxilia o poder. É desta forma que João Marcelino, director do “Correio da Manhã”, define as relações entre jornalistas e assessores. Defendendo que a relação entre estes dois profissionais deve ser de respeito mútuo, o director admite que ela é, mais do que ambígua, uma “relação conflituante".&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links de Interesse: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=348JDB007"&gt;&lt;br /&gt;Estudantes de Jornalismo, uni-vos!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.pmelink.pt/pmelink_public/EC/0,1655,1005_5051-3_41097--View_429,00.html"&gt;&lt;br /&gt;Os prós e os contras do Outsourcing &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/iq010720033.htm"&gt;&lt;br /&gt;Assessor e jornalista, a separação necessária&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://jpn.icicom.up.pt/2005/05/24/assessores_de_comunicacao_rejeitam_comparacao_a_vendedores.html"&gt;&lt;br /&gt;Assessores de Comunicação rejeitam comparação a "vendedores" &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=541&amp;idselect=411&amp;amp;amp;idCanal=411&amp;amp;p=51"&gt;&lt;br /&gt;Agências de Comunicação e Assessoria / Incompatibilidades&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113751721768334570?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113751721768334570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113751721768334570&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113751721768334570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113751721768334570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2006/01/aula-n-9-assessoria-de-imprensa-vs.html' title='Aula nº 9 - Assessoria de imprensa VS Jornalismo'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113604268195967113</id><published>2005-12-31T15:11:00.000Z</published><updated>2006-05-21T16:08:01.680+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 8 - Afirmação da mensagem através duma estratégia de comunicação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num processo de comunicação, o emissor codifica a informação numa mensagem que irá ser transmitida ao receptor. A mensagem incorpora as ideias chave e a criatividade que lhe é atribuída.&lt;br /&gt;A mensagem baseia-se simplesmente naquilo que se que dizer, na explicitação das necessidades.&lt;br /&gt;No entanto, nos dias de hoje, a mensagem já não pode ser afirmada de uma forma simplista - “o nosso produto é o melhor” – Isto não basta porque a concorrência existe.&lt;br /&gt;Torna-se necessário criar uma mensagem mais complexa que inclua em si uma componente forte e diferencial das demais. A isto chamamos estratégia de comunicação.&lt;br /&gt;A publicidade só por si tornou-se insuficiente em muitos casos e, hoje exige-se uma sofisticação da mensagem, que deve ser vista como um acto profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitando o site da &lt;a href="http://www.dancake.pt/dancake.asp"&gt;Dan Cake&lt;/a&gt; verificamos que mesmo marcas conhecidas por todos e implementadas no mercado necessitam de criar continuamente estratégias de comunicação.&lt;br /&gt;Não basta garantir a qualidade dos produtos e dos serviços, é preciso criar estratégias – neste caso foi realizado um concurso em que a melhor receita ganharia uma viagem: “Envie-nos a sua melhor receita…e vá para onde sempre desejou. Pense em si! Você merece!” (site- notícias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A BP é uma marca que tem estratégias de marketing fortes e bem delineadas. Aposta em campanhas e promoções: &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.bp.pt/galeria_bp/campanhas_tv.asp"&gt;Campanhas televisão BP&lt;/a&gt; (a paixão)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bp.pt/galeria_bp/campanhas_radio.asp"&gt;Campanhas rádio BP&lt;/a&gt; (BP/Lusomundo (2000).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bp.pt/galeria_bp/campanhas_imprensa.asp"&gt;Campanhas imprensa BP &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bp.pt/As_nossas_actividades/promocoes.asp"&gt;Promoções BP&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 191px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px; TEXT-ALIGN: center" height="319" alt="" src="http://www.nova-cs.com/imagenes/logo-bp.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta empresa necessita de um plano de marketing muito forte dado que o seu produto causa um forte impacto ambiental.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.bp.pt/O_espirito_bp/bp_e_o_ambiente.asp"&gt;“A BP é uma companhia que se preocupa com o ambiente e se compromete a arranjar soluções para minimizar os efeitos que uma actividade como a nossa possa causar.A alteração climática no nosso planeta é motivo de grande ansiedade e a BP partilha essa preocupação. Assumiu por isso o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa em 10% entre 1990 e 2010.A BP Portugal tomou a iniciativa de promover a reflorestação, convidando os seus clientes a contribuir para reflorestar uma área de 15 hectares, com a plantação de 10 000 árvores. A BP criou o Programa de Conservação que promove e apoia projectos científicos pioneiros que contribuam para a conservação da biodiversidade a nível mundial. Até 1998 o programa tinha apoiado um total de 117 projectos de conservação em 45 países.”&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://student.dei.uc.pt/~jaco/apres_mkt/mkt_6.html"&gt;Como uma estratégia de comunicação é delineada: &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1- O que a empresa quer?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É necessário, em primeiro lugar, detectar as necessidades e os objectivos da empresa e definir o público-alvo.&lt;br /&gt;Não há um público único e indiferenciado, existem vários públicos que podem ser distinguidos pela faixa etária, por questões sócio-profissionais ou geográficas, entre outras. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2- Definição de uma ou mais ideias chave&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A empresa tem de definir em conjunto com a empresa de marketing as ideias chave que podem até ser o próprio slogan. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.prisma-mag.com/Preto%20no%20branco%20TMN.jpg" border="0" /&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O slogan é a campanha - visa transmitir a ideia de que a escolha do tarifário indicado pode ser a melhor forma de poupar dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3- Definir como é que as ideias chave vão ser transmitidas ao público-alvo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É fundamental escolher suportes / veículos que irão transportar essa mensagem (ex uma festa).&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.tmn.pt/empresa/press/2005/2005_02_maio.shtml"&gt;24 horas TMN&lt;/a&gt; - Festa de encerramento da campanha que assinala os 5 milhões de clientes da TMN (Mega acção de promoção da marca). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4-&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Escolher os órgãos de comunicação que vão transmitir essa mensagem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os meios não são iguais. A escolha do órgão varia consoante o público-alvo.&lt;br /&gt;O que muitas vezes acontece é que apesar do emissor estar correcto, e a mensagem ser adequada, o meio poderá não ser o mais indicado para chegar ao grupo de pessoas desejado.&lt;br /&gt;É desperdício de dinheiro se os meios escolhidos não se dirigem ao público-alvo. O meio não pode ser desadequado ao público que a mensagem visa atingir. &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Seja o que for, uma ideia só existe quando se transmite, ou seja, quando é encapsulada num MEDIUM. Pode ser uma peça de roupa, uma tatuagem na pele, uma expressão corporal, mas pode ser também – e, geralmente, são essas as ideias mais significantes – uma mensagem política, uma canção, um filme, um anúncio, às vezes, uma simples palavra ou uma partícula de palavra. (…) Uma fórmula matemática, uma foto, um slogan, um discurso, um artigo, um programa de televisão, tudo isto são MEDIA – porque transportam ideias. É neste transporte de ideias que assenta o trabalho de Assessoria de Imagem. Escolhemos as melhores ideias, aquelas que melhor se adequam à imagem que queremos marcar; e escolhemos os MEDIA mais adequados para as transportarem. Não se julgue que são duas tarefas distintas que podem ser feitas uma independentemente da outra. Não. O melhor conhecimento das ideias proporciona a selecção do melhor MEDIUM.&lt;br /&gt;O melhor conhecimento dos MEDIA leva à identificação da melhor ideia. Ou da mais adequada. Ou da possível.” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;strong&gt;Martins&lt;/strong&gt;, Luís Paixão, &lt;em&gt;Schiu...Está aqui um jornalista&lt;/em&gt;, notícias editorial, 1ª edição, Lisboa, 2001, p. 16 e 17)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- Concretizar o plano&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pôr em prática todo o processo realizado anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;6- Avaliar o impacto que a campanha / estratégia teve&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A resposta do receptor deverá ser sempre avaliada. Esta resposta pode assumir inúmeras formas durante o processo da tomada de decisão.&lt;br /&gt;Esta avaliação do impacto que a estratégia causou (percepção se chegou ao público) pode ser feita de duas formas distintas: economicamente uma é barata – ver quantas notícias saíram acerca do evento – e a outra cara – Realizar uma sondagem.&lt;br /&gt;Antes da fase decisiva, uma monitorização do impacto da comunicação permite reagir em tempo útil e diminuir os danos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;br /&gt;Estratégia de comunicação para melhorar a imagem de Vítor Gomes:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vítor Gomes, alcançou o sucesso aos 36 anos ao ser proprietário de três marcas de restauração registadas – Big Bob’s (hambúrgueres), Pizza Mais e FGrill (frangos).&lt;br /&gt;“Natural de Nogueira, a oito quilómetros de Bragança, onde reside, Vítor tem consciência de que a sua ascensão na vida despertou a maledicência da terra”. Há mesmo quem diga que anda metido na droga e que até já esteve preso. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vítor Gomes deveria em primeiro lugar ter um pouco de cautela com a imagem que transmite de si próprio – o facto de trocar constantemente de carro substituindo-o pelo mais moderno que existe no mercado não passa incólume aos olhos do povo, que começa a especular de onde virá tanto dinheiro para cometer essas extravagâncias. Não quero com isto dizer que ele não deva “realizar esse sonho”, mas fica a sugestão de não exibir o carro “último modelo” desnecessariamente e optar por utilizar um automóvel mais modesto no seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;Deve evitar também as multas por excesso de velocidade porque isso faz transparecer uma atitude irresponsável da sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar a moldar as mentalidades do “povo” a seu favor deveria preocupar-se com causas nobres como: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Doar dinheiro a instituições carenciadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Organizar festas na localidade em determinadas épocas do ano (Natal, Páscoa) – onde todos possam por exemplo juntar-se num jantar colectivo. Nessas festas deverão existir referências alusivas à organização do evento por Vítor Gomes. A comida poderia ser fornecida pelos seus restaurantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fazer-se sócio do clube da terra, assistir e apoiar todos os jogos demonstrando interesse e posteriormente patrocinar o clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fazer doações à igreja da zona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deverá continuar a patrocinar as festas da aldeia, os desfiles de estudantes e os jornais locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poderá tentar manter um contacto mais próximo com a população local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É também uma aposta reforçar a ideia de que um humilde transmontano alcançou o êxito no norte do país, pretende rumar a sul e quem sabe chegar a África. – isto pode reverter a favor de Vítor Gomes porque as pessoas gostarão certamente que o interior do país se destaque a nível nacional e quem sabe até internacionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Importante:&lt;/strong&gt; Não se vangloriar dos seus actos, deixar antes transparecer a ideia de que tudo o que faz não tem segundas intenções. O boca-a-boca encarregar-se-á de lhe trazer a recompensa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ainda que todas estas acções não tenham frutos imediatos, não deverá deixar de as realizar porque recuperar uma boa imagem pode ser um processo lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Link de interesse: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.mktonline.net/index.php?cat=8&amp;item=9900&amp;amp;op=1"&gt;&lt;strong&gt;Simplesmente Marketing&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113604268195967113?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113604268195967113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113604268195967113&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113604268195967113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113604268195967113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2005/12/aula-n-8-afirmao-da-mensagem-atravs.html' title='Aula nº 8 - Afirmação da mensagem através duma estratégia de comunicação'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113423037871177138</id><published>2005-12-10T15:56:00.000Z</published><updated>2006-01-22T22:03:31.940Z</updated><title type='text'>Aula nº 7 - Serviços diversificados das empresas de Relações Públicas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.apecom.pt/"&gt;“A APECOM - Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas, fundada em 1989, é a associação empresarial portuguesa que representa o sector das empresas consultoras de comunicação e de relações públicas em Portugal. Actualmente esta associação integra 23 empresas que são responsáveis pela esmagadora maioria do volume de actividade e emprego do sector.”&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.apecom.pt/"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O facto da &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;actividade de relações públicas não estar regulamentada em Portugal&lt;/span&gt; traz algumas consequências ao sector: &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Verifica-se uma &lt;strong&gt;multiplicidade de denominações&lt;/strong&gt; aplicadas à actividade, dado que não existe uma designação consensual e esta chega mesmo a ser evitada.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;As &lt;strong&gt;empresas não são obrigadas a divulgar resultados&lt;/strong&gt;, volumes de negócios e clientes, e por isso mesmo não é possível estabelecer sequer uma hierarquia. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trata-se de um sector desregulamentado, em que &lt;strong&gt;não existe um enquadramento legal que justifique as empresas e que as “obrigue” às respectivas inscrições em associações certificadas para o efeito. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que estranhamente se tem verificado é que várias empresas de relações públicas não têm site na Internet. Sendo que estas são especialistas em vender uma imagem – que deve ser a mais positiva – torna-se um pouco contraditório como elas próprias não utilizam o seu trabalho para se divulgarem e afirmarem através da internet – a ferramenta de trabalho essencial nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Coloca-se aqui a questão acerca do que levará a esta ocorrência: será medo de expor a empresa? Será assim tão diferente comunicar acerca dos outros e comunicar acerca de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As empresas de relações públicas prestam um vasto leque de serviços como:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Gestão da reputação empresarial&lt;/span&gt; - &lt;a href="http://www.balto.pt/public/Text.asp?text_id=35"&gt;"A reputação das organizações mede-se de diversas formas mas tem sobretudo a ver com a percepção. É um activo intangível que tem vindo a assumir cada vez mais relevância no património das organizações. As emoções que a empresa desperta; a qualidade e inovação dos seus produtos; o ambiente de trabalho; a performance económico-financeira; a visão e capacidade de liderança da gestão e a capacidade de se relacionar com a sociedade de forma altruísta, através da adopção de políticas de Responsabilidade Social, são algumas das dimensões mais utilizadas na medição da reputação das empresas."&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Comunicação institucional&lt;/span&gt; – Imagem das instituições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Gestão e comunicação de crise&lt;/span&gt; – As empresas têm preparada uma situação para colmatar a crise, se esta acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Comunicação interna&lt;/span&gt; – Quanto mais trabalhadores tiver uma empresa mais importante é a comunicação interna. É muito importante obter primeiro a adesão dos funcionários. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.comtexto.com.br/convicomcomunicamauriciostudt.htm"&gt;Os empregados constituem o corpo mais importante da boa vontade de uma organização; pois os clientes de uma organização acreditarão sumariamente no que diz um empregado, do que nas reações ou opiniões de qualquer outra pessoa alheia à organização, as boas técnicas de Relações Públicas só terão valor se as políticas da instituição também forem aprovadas pelos empregados e despertarem neles o pleno interesse pela participação institucional.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Media training&lt;/span&gt; - Media training aponta a importância que a comunicação tem na empresa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://bocc.ubi.pt/pag/moreira-adriana-comunicacao-empresarial.html#SECTION00041000000000000000"&gt;&lt;em&gt;"Se já não existe o 'no profile' e se a comunicação com os vários públicos - internos e externos - é cada vez- mais essencial e valiosa no mundo empresarial, temos que entender que o gestor moderno, o novo empresário, o novo executivo, precisa ser um comunicador. Não dá mais para ser apenas um profissional (ou um herdeiro...) treinado em finanças, em tecnologia, em processos industriais e comerciais. Se não entender o papel da comunicação no seu negócio e se não fizer de seu posto ou de sua missão uma plataforma de comunicação, ele certamente vai ter dificuldades. E estas não poderão ser corrigidas por excessos de delegação ou pela velha prática que acredita que a boa comunicação dependia apenas de sorrisos e tapinhas nas costas''&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Clipping&lt;/span&gt; – Baseia-se na recolha de informação que sai sobre a empresa nos diversos meios de comunicação. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.videoclipping.com.br/import.asp"&gt;Através de seu conteúdo, o clipping dá ao contratante meios de reagir com rapidez e eficiência diante de crises inevitáveis, possibilitando que as mesmas sejam contornadas. Oferece também a chance de prevenção em relação a elas. A má interpretação de uma declaração prestada por algum representante de empresa, por exemplo, pode provocar estragos incalculáveis à corporação. Afinal, para se construir uma boa imagem, na maioria das vezes, são necessários vários anos de trabalho, mas para destruí-la bastam apenas alguns segundos.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Comunicação política e eleitoral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Mecenato cultural&lt;/span&gt; – Empresas querem aparecer relacionados a causas culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Produção e promoção de eventos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Assessoria de imprensa ou media-relations&lt;/span&gt; (relação com os media) - &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assessoria_de_imprensa"&gt;A sua principal tarefa é estabelecer uma ligação directa entre uma entidade e os media. &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Marketing social&lt;/span&gt; - Baseia-se no esforço mercadológico no sentido de associar uma marca ou instituição a uma causa social, que pode ser o desenvolvimento de campanhas, doações para entidades assistenciais, parcerias com entidades filantrópicas, desenvolvimento de trabalho junto a comunidades carentes etc. As empresas querem aparecer junto de causas sociais não para fazer publicidade mas sim para criar boa imagem. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um caso de marketing social - &lt;a href="http://www.millenniumbcp.pt/multimedia/archive/00370/ApoiarComunidade_370278a.pdf"&gt;Millenium BCP &lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/patrocinios/article.jhtml?articleID=285988"&gt;Apoio ao Banco alimentar contra a fome &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Patrocinador principal Rock in Rio Lisboa (Rock in Rio Lisboa apoia projectos sociais)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cla86.pmnetbusiness.com/images/Logos/b_a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 111px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px; TEXT-ALIGN: center" height="314" alt="" src="http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/voluntariado/Imagens/ba.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px; TEXT-ALIGN: center" height="363" alt="" src="http://www.approach.com.br/image_bank/rir/rir_20040309183844.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113423037871177138?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113423037871177138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113423037871177138&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113423037871177138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113423037871177138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2005/12/aula-n-7-servios-diversificados-das.html' title='Aula nº 7 - Serviços diversificados das empresas de Relações Públicas'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113303569685711520</id><published>2005-11-26T19:36:00.000Z</published><updated>2006-01-22T21:57:51.976Z</updated><title type='text'>Aula nº 6 - Publicidade ou Relações Públicas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A publicidade não tem limites a não ser o dinheiro e a criatividade. As relações públicas pressupõem a intervenção de um “intermediário”.&lt;br /&gt;A publicidade tem um grave problema de credibilidade; As relações públicas não.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Se a publicidade é ‘tão má’ e as relações públicas ‘tão boas’ porque é que há muito mais mensagens publicitárias do que relações públicas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;As relações públicas têm de ser ‘avaliadas’ pelo jornalismo&lt;/span&gt; (o espaço mediático é reduzido).&lt;br /&gt;Qualquer iniciativa de relações públicas tem de ser noticiada num órgão de comunicação social. (exemplo disso são as conferências de imprensa).&lt;br /&gt;No entanto, o jornalista não publica tudo aquilo que lhe mandam – tem de existir uma selecção.&lt;br /&gt;As relações públicas são muito mais baratas que a publicidade e têm muito mais impacto – resultam muito na mensagem mas para isso, têm primeiro de interessar aos jornalistas.&lt;br /&gt;Quando as relações públicas não funcionam então, a única saída é a publicidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;As relações públicas são filtradas pelo jornalista&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;As mensagens têm de ter valor mediático para poderem interessar às relações públicas. Tem de existir interesse noticioso e o que se verifica é que a maior parte não o tem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há situações em que&lt;span style="color:#33ff33;"&gt; não há hipótese de qualquer valor mediático&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;:&lt;/span&gt; só resta a publicidade. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar da Publicidade e das relações públicas serem completamente diferentes, existem casos em que ocorre uma &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;compatibilidade&lt;/span&gt; entre ambas.&lt;br /&gt;Quando determinada mensagem, por ser extensa não cabe no jornal então recorre-se em simultâneo à publicidade (ex. greve dos STCP – isto vai ser noticiado no jornal mas é a publicidade que faz a lista dos autocarros alternativos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;técnicas para transformar uma mensagem numa notícia&lt;/span&gt;. Aqui ficam alguns exemplos disso: &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://acultura.no.sapo.pt/PavilhaoPortugal.jpg&amp;imgrefurl=http://acultura.no.sapo.pt/indexArquitectos.html&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;h=352&amp;w=415&amp;amp;sz=27&amp;tbnid=-aZTafL5LNEJ:&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;tbnh=102&amp;tbnw=121&amp;amp;hl=pt-PT&amp;start=16&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dsiza%2Bvieira%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-PT%26lr%3D%26cr%3DcountryPT"&gt;Contratar um arquitecto famoso para realizar determinada obra&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.regiao-sul.pt/noticias/noticia.php?id=51147"&gt;Organizar eventos que evidenciem a marca apelando não ao consumo mas sim à imagem&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.quebramar.pt/index_hole18.php"&gt;Associar empresas a iniciativas com visibilidade pública&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Criar &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;campanhas polémicas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que visam desde logo a consecutiva proibição (neste caso, a campanha publicitária resulta numa situação de relações públicas). &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://cigaleslibres.free.fr/perso/Benetton/camp96_hearts.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://cigaleslibres.free.fr/perso/Benetton/camp96_hearts.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://simonerdp.multiply.com/photos/photo/19/18.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.outdoor.ru/pic/design/gallery/bestad/benetton.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113303569685711520?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113303569685711520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113303569685711520&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113303569685711520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113303569685711520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2005/11/aula-n-6-publicidade-ou-relaes-pblicas.html' title='Aula nº 6 - Publicidade ou Relações Públicas...'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113302093235526759</id><published>2005-11-26T16:00:00.000Z</published><updated>2006-05-21T16:03:47.780+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 5 - Técnicas de comunicação e marketing</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A &lt;a href="http://www.ifilp.org/divain/IL_P1045.htm"&gt;&lt;strong&gt;Publireportagem&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; satisfaz pedidos de informação de consumidores e tem como objectivo seduzir e convencer leitores. Tratam-se de entrevistas publicitárias pagas que aparecem disfarçadas de notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;sec=a1d0c6e83f027327d8461063f4ac58a6&amp;amp;subsec=&amp;id=7cf7734d85e8d8ec2e195c2ae4164ac3"&gt;Publireportagem&lt;/a&gt; é a designação utilizada pela lei para se referir a publicidade redigida sob forma de artigo. Esta permite comunicar o “knowhow” da empresa, bem como produtos e serviços. É sempre feita para benefício de alguém.&lt;br /&gt;Assim, uma pessoa que nunca seria noticiada pode “comprar” uma reportagem e planeá-la de acordo com os seus interesses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Relações Públicas:&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;a href="http://oquesepassa.no.sapo.pt/apoio%20RP.htm"&gt;"São as técnicas que vão permitir criar e manter uma imagem favorável entre uma empresa, instituição ou pessoa e o seu público."&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A publicidade é directa e o próprio anunciante paga para insinuar as próprias qualidades do produto. No entanto, esta tem de estar em &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;conformidade com o órgão de comunicação que a transmite&lt;/span&gt;, bem como com o&lt;span style="color:#009900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;horário em que é divulgada&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por exemplo, uma publicidade da Super Bock nunca iria passar na TSF porque não se enquadra com o perfil da rádio, mas o festival Super Bock Super Rock já é noticiado. Relativamente ao horário, o mesmo se passa, antes da 00:00 é proibido fazer publicidade a bebidas alcoólicas mas não é proibido divulgar o evento patrocinado pela mesma marca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Verifica-se também que com iniciativas destas, determinada marca consegue evoluir de uma situação de publicidade (&lt;a href="http://img133.exs.cx/img133/2/sbtwin5ik.jpg"&gt;Super Bock&lt;/a&gt;) para uma situação de Relações Públicas (&lt;a href="http://www.musicanocoracao.pt/festivais/images/foto_superbock2005_27.jpg"&gt;Super Bock Super Rock&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A criação de um evento é facilmente &lt;a href="http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=601549&amp;amp;div_id=2974"&gt;intermediada&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Lóbi&lt;/span&gt; "refere-se a um grupo de pessoas ou organização que têm como actividade profissional buscar influenciar, aberta ou veladamente, decisões do poder público, especialmente do poder legislativo, em favor de determinados interesses privados". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;wikipédia&lt;/strong&gt;, Enciclopédia Livre)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O lobismo pode ser feito através de dinheiro (corrupção), ou através da persuasão do poder.&lt;br /&gt;Esta actividade ainda não se encontra regulamentada em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://executivos.online.pt/organizados/o12.htm"&gt;comunicação interna&lt;/a&gt; é fundamental em todas as empresas e baseia-se na comunicação com os próprios trabalhadores.&lt;br /&gt;Cada vez mais as instituições percebem que não é possível conquistar o público externo sem antes conquistar o público interno.&lt;br /&gt;A maior parte da contestação interna existente nas empresas deve-se à falta de comunicação.&lt;br /&gt;É importante referir que a primeira publicidade é feita pelos funcionários (boca a boca) – o princípio de uma má ou boa imagem começa certamente dentro da própria empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto que hoje em dia existe &lt;a href="http://planicie-heroica.weblog.com.pt/arquivo/Pancholemonde.jpg"&gt;concorrência&lt;/a&gt; em quase tudo, é necessário recorrer a técnicas para convencer o receptor. Estas técnicas passam pela adaptação da mensagem em função da concorrência e pela existência de alguém a intermediar a mensagem.&lt;br /&gt;O máximo de intermediação é a jornalística (notícia positiva) e o mínimo de intermediação cabe à publicidade.&lt;br /&gt;A esmagadora maioria dos produtos não tem intermediação possível, visto que as mensagens publicitárias não têm qualquer valor noticioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a um &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;problema terminológico&lt;/span&gt;, as &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;relações públicas&lt;/span&gt; nunca conseguiram criar uma boa imagem para si. Esta terminologia não se implantou devidamente e tem hoje uma conotação negativa. O que contribuiu para este facto foi a inexistência de uma lei em Portugal que enquadrasse esta profissão. A solução encontrada para colmatar este problema foi a mudança de designação da actividade (Associação de empresas de comunicação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No nosso caso, esta profissão foi durante muito tempo o refúgio de certos espécimes sociais, tais como as chamadas ‘senhoras de boas famílias’ que desejavam ocupar algumas horas de ócio num trabalho que não fosse muito pesado, ou antigas estrelas do desporto e reformados de altos cargos públicos e altas patentes das forças armadas na reserva que, por pertencerem aos quadros de uma empresa, &lt;strong&gt;supostamente&lt;/strong&gt; ajudam a realçar o prestígio desta. Da mesma forma, familiares e protegidos dos quadros superiores que eram quase invariavelmente encaminhados para o departamento de relações públicas (…) a tal ponto que o termo ‘relações públicas’ esteve em risco de se tornar pejorativo, designando o empregado sem qualificações, o tapa-buracos da empresa”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;( &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Lampreia&lt;/strong&gt;, J. Martins, &lt;em&gt;Técnicas de Comunicação,&lt;/em&gt; Europa-América, Lisboa, 7ª edição, págs. 89 - 95)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113302093235526759?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113302093235526759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113302093235526759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113302093235526759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113302093235526759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2005/11/aula-n-5-tcnicas-de-comunicao-e.html' title='Aula nº 5 - Técnicas de comunicação e marketing'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113233512013746096</id><published>2005-11-18T17:12:00.000Z</published><updated>2006-05-21T16:02:37.530+01:00</updated><title type='text'>Aula nº 4 - Marketing, Publicidade e Relações Públicas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Marketing ajuda a vender determinado produto&lt;/span&gt; - “Os objectivos de marketing traçam um comportamento de compra pretendido e que se revele proveitoso para a marca: a manutenção ou conquista de uma quota de mercado ou obtenção de um determinado nível de vendas, por exemplo” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Cardoso&lt;/strong&gt;, Paulo Ribeiro, &lt;em&gt;Estratégia Criativa Publicitária: Fundamentos e Métodos&lt;/em&gt;, 2ª edição, Edições Universidade Fernando Pessoa, 2002, Porto (p. 81).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O sistema concorrencial que caracteriza as sociedades modernas é o ambiente natural onde se confrontam as várias marcas” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Cardoso&lt;/strong&gt;, Paulo Ribeiro, &lt;em&gt;Estratégia Criativa Publicitária: Fundamentos e Métodos&lt;/em&gt;, 2ª edição, Edições Universidade Fernando Pessoa, 2002, Porto (p. 82).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nada se vende sozinho a partir do momento em que passa a haver &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;concorrência&lt;/span&gt;. Torna-se necessário evidenciar o produto junto da opinião pública. Inicia-se, assim, uma luta pelo espaço mediático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A publicidade e as relações públicas são as duas técnicas de marketing que abordamos na aula. Ambas visam a conquista do espaço mediático, mas têm campos de actuação diferenciados. &lt;/div&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;publicidade&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;a técnica mais conhecida mas devido aos seus problemas de credibilidade não é a mais eficaz. O próprio insinua ou afirma as suas qualidades (“dita pelo próprio”).&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;As&lt;span style="color:#33ff33;"&gt; relações públicas&lt;/span&gt; têm os mesmos objectivos da publicidade, só que neste caso é “dita por outro” o que a torna mais credível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A publicidade procura intermediação (que alguém diga aquilo que o anunciante gostava que fosse dito) mas como nem sempre é fácil obtê-la então recorre ao &lt;span style="color:#33ff33;"&gt;choque&lt;/span&gt; e ao &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;a href="http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://ghosttown.no.sapo.pt/FRIZEMORANGO.jpg&amp;imgrefurl=http://euviumfantasma.blogspot.com/&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;h=565&amp;w=420&amp;amp;sz=70&amp;tbnid=NNliQiT9AAQJ:&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;tbnh=131&amp;tbnw=97&amp;amp;hl=pt-PT&amp;start=3&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dfrize%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-PT%26lr%3D%26cr%3DcountryPT"&gt;humor&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; para captar a atenção. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A introdução de uma dose pequena de intermediação numa lógica de publicidade é sempre que possível utilizada.&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/tvzine/critica.asp?id=2665"&gt;product placement&lt;/a&gt; e a &lt;a href="http://www.douglas.ru/files/aromats/et_moment.jpg"&gt;contratação de vips&lt;/a&gt; para realizarem campanhas publicitárias são exemplos disso mesmo. Através do product placement determinada marca ou produto adquire visibilidade num filme ou novela. A contratação de pessoas conhecidas para publicitarem algo visa influenciar o público e se possível criar uma boa imagem para a marca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta aula pudemos concluir que o marketing é uma questão intrínseca ao ser humano, isto porque todos modificamos determinadas formas de agir, de comunicar para atingirmos os nossos objectivos. Desde sempre existiu marketing e concorrência, ainda que fosse inconscientemente – &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/obspp270220021.htm"&gt;“O cara que melhor utilizou o marketing foi Cristo”&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos a aula com &lt;a href="https://tdi.tagus.ist.utl.pt/portal/article.php?sid=1381&amp;mode=thread&amp;amp;order=0&amp;thold=0"&gt;10 bem-humoradas lições de marketing&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Link de Interesse: &lt;a href="http://www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=305"&gt;"Marketing como filosofia de gestão" &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Exemplo de Marketing:&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.determan.net/Michele/lemonade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=305"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113233512013746096?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113233512013746096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113233512013746096&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113233512013746096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113233512013746096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2005/11/aula-n-4-marketing-publicidade-e.html' title='Aula nº 4 - Marketing, Publicidade e Relações Públicas'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17948719.post-113067377199671216</id><published>2005-10-30T11:49:00.000Z</published><updated>2005-11-07T11:28:15.153Z</updated><title type='text'>Regras de manutenção do blogue</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Na cadeira de &lt;strong&gt;Estratégias da Comunicação&lt;/strong&gt; leccionada pelo professor João Paulo Meneses foi proposta a criação de um blogue.&lt;br /&gt;Este projecto dinâmico e inovador tem como finalidade aumentar o conhecimento dos alunos relativamente ao mundo da blogosfera e da Internet proporcionando ao mesmo tempo uma maior interactividade nas aulas e fora delas.&lt;br /&gt;Foram definidas pelo docente &lt;a href="http://estrategias.blogsome.com/algumas-regras-para-funcionamento-pedagogico/"&gt;regras de conduta&lt;/a&gt; do blogue que visam “orientar os alunos neste novo desafio introduzindo uma uniformidade de procedimentos”:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;O blogue tem fins pedagógicos e didácticos e não deve, por isso, ser utilizado para questões pessoais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Nele, deverá ser acompanhada a evolução da matéria através de resumos das aulas, assim como, introduzido material complementar à disciplina.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Todos os alunos terão um blogue individual anexado ao blogue agregador criado pelo docente. Desta forma, o trabalho de cada um poderá ser acompanhado pelo professor e os restantes alunos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; O docente realizará uma análise regular do trabalho individual que deverá estar actualizado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Os alunos são incentivados a explorar e tirar partido das potencialidades do blogue.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; Todos os blogues deverão conter um endereço de email que funcionará como “ canal de comunicação directo com os outros alunos e com o docente”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; O espaço de comentários existente no blogue agregador poderá ser utilizado para fazer observações ou efectuar questões. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17948719-113067377199671216?l=variacoesenigmaticas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/feeds/113067377199671216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17948719&amp;postID=113067377199671216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113067377199671216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17948719/posts/default/113067377199671216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://variacoesenigmaticas.blogspot.com/2005/10/regras-de-manuteno-do-blogue_30.html' title='Regras de manutenção do blogue'/><author><name>Celeste Domingues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05637642902707888112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.explodingdog.com/drawonpaper/11242004/thumbnail/0008.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
