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Publireportagem satisfaz pedidos de informação de consumidores e tem como objectivo seduzir e convencer leitores. Tratam-se de entrevistas publicitárias pagas que aparecem disfarçadas de notícias.
Publireportagem é a designação utilizada pela lei para se referir a publicidade redigida sob forma de artigo. Esta permite comunicar o “knowhow” da empresa, bem como produtos e serviços. É sempre feita para benefício de alguém.
Assim, uma pessoa que nunca seria noticiada pode “comprar” uma reportagem e planeá-la de acordo com os seus interesses.
A publicidade é directa e o próprio anunciante paga para insinuar as próprias qualidades do produto. No entanto, esta tem de estar em conformidade com o órgão de comunicação que a transmite, bem como com o horário em que é divulgada.
Por exemplo, uma publicidade da Super Bock nunca iria passar na TSF porque não se enquadra com o perfil da rádio, mas o festival Super Bock Super Rock já é noticiado. Relativamente ao horário, o mesmo se passa, antes da 00:00 é proibido fazer publicidade a bebidas alcoólicas mas não é proibido divulgar o evento patrocinado pela mesma marca.
Verifica-se também que com iniciativas destas, determinada marca consegue evoluir de uma situação de publicidade (
Super Bock) para uma situação de Relações Públicas (
Super Bock Super Rock).
Lóbi "refere-se a um grupo de pessoas ou organização que têm como actividade profissional buscar influenciar, aberta ou veladamente, decisões do poder público, especialmente do poder legislativo, em favor de determinados interesses privados". (wikipédia, Enciclopédia Livre)
O lobismo pode ser feito através de dinheiro (corrupção), ou através da persuasão do poder.
Esta actividade ainda não se encontra regulamentada em Portugal.
A comunicação interna é fundamental em todas as empresas e baseia-se na comunicação com os próprios trabalhadores.
Cada vez mais as instituições percebem que não é possível conquistar o público externo sem antes conquistar o público interno.
A maior parte da contestação interna existente nas empresas deve-se à falta de comunicação.
É importante referir que a primeira publicidade é feita pelos funcionários (boca a boca) – o princípio de uma má ou boa imagem começa certamente dentro da própria empresa.
Visto que hoje em dia existe concorrência em quase tudo, é necessário recorrer a técnicas para convencer o receptor. Estas técnicas passam pela adaptação da mensagem em função da concorrência e pela existência de alguém a intermediar a mensagem.
O máximo de intermediação é a jornalística (notícia positiva) e o mínimo de intermediação cabe à publicidade.
A esmagadora maioria dos produtos não tem intermediação possível, visto que as mensagens publicitárias não têm qualquer valor noticioso.
Devido a um problema terminológico, as relações públicas nunca conseguiram criar uma boa imagem para si. Esta terminologia não se implantou devidamente e tem hoje uma conotação negativa. O que contribuiu para este facto foi a inexistência de uma lei em Portugal que enquadrasse esta profissão. A solução encontrada para colmatar este problema foi a mudança de designação da actividade (Associação de empresas de comunicação).
“No nosso caso, esta profissão foi durante muito tempo o refúgio de certos espécimes sociais, tais como as chamadas ‘senhoras de boas famílias’ que desejavam ocupar algumas horas de ócio num trabalho que não fosse muito pesado, ou antigas estrelas do desporto e reformados de altos cargos públicos e altas patentes das forças armadas na reserva que, por pertencerem aos quadros de uma empresa, supostamente ajudam a realçar o prestígio desta. Da mesma forma, familiares e protegidos dos quadros superiores que eram quase invariavelmente encaminhados para o departamento de relações públicas (…) a tal ponto que o termo ‘relações públicas’ esteve em risco de se tornar pejorativo, designando o empregado sem qualificações, o tapa-buracos da empresa”. ( Lampreia, J. Martins, Técnicas de Comunicação, Europa-América, Lisboa, 7ª edição, págs. 89 - 95)